Presente de Natal
Li o livro. Na verdade, reli o livro. A lembrança insistente – prazerosamente insistente – da pergunta do Artur, com sua voz mansa e profunda me levou à releitura. Que prazer. Nada a mudar naquele momento de susto, com a pergunta direta sobre o autor. Assim, na lata. Num início de noite de outono, com uma vista linda a espraiar-se pelas vidraças da quinta, no alto de uma colina. O Paço da Quinta de Juste. Ah, Braga... Pois é. A capa vermelha do livro. Nada mais. O nome no meio da capa vermelha. O famigerado formato 14x21 não fez diminuir a sobriedade da capa. Nome em branco sobre espaço vago em vermelho. Sugestivo. Não. Não se trata de uma blague com o livro daquele fiador Chinês. Nem mesmo pode haver qualquer associação com a simbologia “ideológica” da cor. Bem. Neste aspecto, devo admitir, há que ajude a sustentar a tese de que este livro pode, sim, ser lido nesta perspectiva. Não é o meu caso. Definitivamente, não! Não vou gastar o meu tempo, e o de quem me lê (Se é que alguém me lê...