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Mostrando postagens de fevereiro, 2023

Brasilidade(s)

Lugar comum: o Brasil é um país de dimensões continentais. Outro lugar comum: a diversidade cultural do Brasil é riquíssima. Esta, por sua vez, pode ser percebida através da linguagem regional que, utilizando a mesma Língua Pátria, o Português, ainda que falado de maneira um tanto peculiar em relação às de mais regiões falantes da mesma língua mundo afora, é um rico manancial de exemplos da referida diversidade. Senão, vejamos: No Acre: “Arre diacho” é expressão de espanto, “Arrodear” é dar a volta; “Espocar”, estourar); “Xiringar” é espalhar, “Cutex” é esmalte, “Extrato” é perfume, “Ruma” é amontoado e “Baldear” é jogar água do balde. Em A lagoas: “Eita gota” é uma expressão de espanto, “Lomba” significa engraçado, “Peidado” é revoltado, “Azogado” é ansioso, “Avalie” significa veja só, “Cacete” é surra, “Caba de pêia” é safado e “Biboca é um lugar distante. No A mazonas: Telezé é a abreviação “Tu é leso, é?”, pessoa sem juízo; “Pegar o beco” é ir embora, “Te arreda” significa afastar,...

CRISE! Aliados com dedo na cara, churrasco de ovo, (des)governo refém e ...

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Entrevisra

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Uma pequena entrevista que não agrada a muita gente. Como também não agradam à mesma gente os livros que este homem escreve. No entanto, não posso deixar de dizer que o admiro pela competência, pela clareza, pelo conhecimento  e pela assertividade que demonstra. Um homem inteligente que atinge o ponto fraco, sem o intuito de ferir por ferir. Denuncia o equívoco, demonstra sua organicidade e aponta as maneiras possíveis de encontrar a resposta mais adequada – jamais a “certa”, nem a “definitiva”, como aqueles que se com ele se incomodam. Até setembro de 2016, o canadense Jordan Peterson era um pacato professor de psicologia clínica na Universidade de Toronto, que mantinha um canal no YouTube popular entre os alunos e tinha escrito um ... livro pouco conhecido sobre a relação entre psicologia, política e religião. A aprovação da Lei C-16, no Canadá, que tornou crime a discriminação contra transexuais, travestis e “pessoas não binárias”... (as que não se identificam nem como homem, ...

Repetição

Minha postagem de hoje, apesar da canícula indecorosa da tarde e início da noite, faz uso de um famigerado princípio ativo na composição das igualmente famigeradas “narrativas”: o princípio da repetição. O texto não é meu (como vai registrado no fim dele). Gostei e repito, pois tenho a impressão de que já escrevi sobre o assunto umas duas vezes por aqui. Não importa. Como o princípio da repetição é que me move hoje, lá vai... “Professora de Português dando aula. E que aula!!!* ‘Vamos conversar.  Não sou homofóbica, transfóbica, gordofóbica.  Eu sou professora de português. Eu estava explicando um conceito de português e fui chamada de desrespeitosa por isso. Eu estava explicando por que não faz diferença nenhuma mudar a vogal temática de substantivos e adjetivos pra ser ‘neutre’. Em português, a vogal temática na maioria das vezes não define gênero. Gênero é definido pelo artigo que acompanha a palavra.  Vou mostrar para vocês:  O motorista. Termina em A e não é femi...

Desvios...

Uma fábula fabulosa! Adoro fábulas, desde a infância. Antes de me aposentar, escrevi uma fábula (na verdade, uma parábola) sobre a situação que àquela altura se desenhava no Instituto, por conta de uma pretendida reforma curricular. Não foi o sucesso que imaginei, mas acertei no alvo. Sei disso por conta do único comentário que recebi de um colega se abismou com a minha “coragem”. O resto é história... A fábula que segue não e de minha autoria. Gostei, por isso, compartilho.   SÓCRATES ENCONTRA PROFESSOR DA USP “Sócrates, enviado para 2017 em um vórtice temporal, cai em São Paulo, no meio de um manifesto, e encontra um militante esquerdista: – Olá, excelente rapaz! Do que se trata toda essa gente reunida? – Olha, velhote desinformado, estamos lutando contra a elite por justiça! – Sim, eu realmente sou um desinformado, eu sou quem não sabe, mas estou muito feliz de encontrar você, que realmente sabe! Peço que me ensine, é possível? – Sim, claro, sou da USP, tem muita coisa que você ...

Dona Cleonice

Meu primeiro contato com Cleonice Berardinelli, a dona Cleo – se é que isso interessa a mais alguém além de mim mesmo! – foi através de alguns de seus textos. Obviamente, aprendi muito com ela. Ouvia falar dela, muito. A primeira vez que a vi em carne e osso foi durante um congresso da ABRAPLIP – Associação Brasileira de Professores de Literatura Portuguesa. ainda não era associado. Fui a Niterói para apresentar uma comunicação. Ainda estava naquela fase de juntar papel para engrossar currículo, enquanto o doutoramento não era concluído. Quem abraça a “carreira” do magistério e se aventura pela “pós-graduação” sabe exatamente do que se trata. Pois ela estava lá, fazendo piada com o fato de que a soma dos anos de vida, mais os anos de docência somavam quase dois séculos. Risada geral. Quando a gente é parte da “academia”, a gente ri de cada coisa... Pois bem. Depois, foi em Belo Horizonte, durante um congresso da ABRALIC – Associação Brasileira de Literatura Comparada – nessa altura, eu...

A saga completa - Como Marcos Do Val foi de "salvar a democracia" direto...

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