Vale a pena ver (e rir) até o final. Antes que isso seja também proibido! https://www.facebook.com/ojeronimodosertao/videos/256545918994031/?vh=e&d=n
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Mostrando postagens de maio, 2020
Três cês politizados: covid, cloroquina e contaminação
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Gordinho. Bem ao gosto da cultura lá de cima. Gordinho e com bochechas rosadas. Barriga enorme e um bigodinho safado, Tudo num rosto quase angelical de criança tímida. Como era. Observador. O funcionário o escritório quis fazer gozação com ele e se deu mal. Tudo que o funcionário queria, o gordinho já tinha providenciado. Radar, seu apelido. Porque atento, sagaz e observador. O gosto pelo código penal. O comentário sobre o desejo de estudar e se tornar um homem da lei. O funcionário observando surpreso. No salão de jogos eletrônicos, o primeiro diálogo. A continuação da conversa sobre ser policial, agente de espionagem ou segurança. Algo melhor para melhor acomodar a mãe. Igualmente gordinha. Quituteira. Afável e ingênua. Apaixonada pelo galã que apresentava o programa da tarde. Suspiros. Meu filho vai ser alguém. A mãe o filho. Gordinhos. Ambos cuidando um do outro. O sonho de uma vida melhor para a mãe dirigindo os planos do filho. O pedido de demissão. O acordo feito com o funcion...
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No meio da escadaria. No meio daquela gente toda. A academia em polvorosa. Agitada, elétrica, crente me seu esplendor e glória na bajulação dos ícones de areia que perambulavam pontificais no meio da patuleia letrada. Um triunfo. De repente, do nada, Zildah Kurve atravessa o povo e pergunta se estava tudo bem. Tudo, tudo bem sim. Tem certeza, insistiu ela. Claro, não estou doente nem nada. Não me refiro a isso, replicou a dona. Se eu fosse você passava na secretaria. Uns dias se passaram. A dúvida. Cisma. Elucubrações das mais inusitadas antes do aperto. A secretária na parede,. Comadre, adora um fuxico. Não foi difícil arrancar oque se passava. Antes disso porém, a presença pesada e nefasta daquele com cara de pug. Horroroso. Esquisito. Ele não passou pela seleção. estava um grau abaixo, quase a terminar e agora estava ali. No grau superior. Esquisito. As bolsas não saíam. De repente a constatação, o de cara de pug tinha bolsa. Era última. A secretária, fofoqueira, ainda que compete...
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Foi ao longo de um período. Longe de ter sido um acontecimento fortuito, gratuito, sazonal. Definitivamente foi o contrário. A primeira manifestação veio quando do comício. A chuva. A multidão, O discurso inflamado do candidato, as aulas “matadas” para ir até a praça da estação ouvir o candidato. Se o outro, preparado, experiente, muito bem formado fez o que fez, em detrimento de seus iguais, talvez a mudança radical fosse uma possibilidade concreta. O apoio. A dúvida dançando sob a chuva, na praça da estação, ao sabor do vozerio da patuleia que gritava. Uma noite memorável. O tempo passa e tudo parece continuar no mesmo compasso. “Mudam-se os ventos...”, mas as vontades não mudaram tanto assim. E a coisa degringolou. Gastos, montes de dinheiro desaparecido. Compras inexplicadas. Inaugurações fora dos imites nacionais. Hospedagens em andares inteiros de hotéis caríssimos. Joias para as esposas. Compra de votos para eventos gigantescos, sem retorno algum. Um festival de horrores. bail...
POEMA EM LINHA RETA - Álvaro de Campos (Fernando Pessoa)
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Intervalo sarcástico
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Juceldio tem malária. Vaneilda sofre de amebíase. Hermengarda pena com sua artrite reumatoide. Valfrêncio, há anos, luta contra o lúpus erimatoso sistêmico, junto com seu irmão gêmeo, Hermonildo, que sofre de lúpus discoide. Zeniolga é portadora de sarcaidose. Sinfrônio tem porfíria. Eles vão sofrer de hipotensão , vasodilatação, supressão da função miocárdica, arritmias cardíacas, parada cardíaca, poderão passar por períodos de confusão, tendo convulsões e até entrar em coma. Vão pear com a cefaleia , a irritação do trato gastrointestinal, os distúrbios visuais e a urticária . Além disso, corem o risco de vir a ser vítimas de retinopatia e ototoxicidade irreversíveis. São sérios candidatos a sofrer de miopatia tóxica, cardiopatia e neuropatia periférica, visão borrada, diplopia, confusão, convulsões, erupções, quineloides na pele, embranquecimento dos cabelos , alargamento do complexo QRS e anormalidade da onda T. Dizem por aí que eles todos vão sofrer c...
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Foram, no máximo, oito dias. Entre o aniversário do neto e a internação. Uma semana mais um dia. Muito pouco tempo. Muita intensidade para um curto espaço de tempo. Muita tensão a se acumular. A saga começara no domingo mesmo do aniversário do neto. O pai de uma amiga, assim, de repente, morre. Depois do almoço de aniversário, levar a avó ao hospital. Passar no velório. Fazer o que manda a civilidade e a amizade – então ainda amizade; não havia como prever o futuro; não era possível adiantar o passo e evitar a separação que depois houve, quase vinte anos depois. A amizade que começa num “encontro” de jovens da igreja católica. A identificação. A amizade entre as famílias. O convívio. A separação de um ano pela experiência religiosa. O retorno. A amizade. Anos a fio. Morre o pai da amiga. Oito dias antes. Depois morre a mãe. O aviso. A viagem. A ausência no velório e no enterro. Depois uma visita. O silêncio. Braços cruzados. Nenhuma palavra e os rompantes. Mais uns meses e o recado. ...
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Uma época em que as férias significavam duas coisas: o tormento da viagem e a delícia da praia por quinze dias ou um mês. A viagem num fusca com três crianças e toda a quinquilharia para a casa: panelas, guarnição de cama, mesa e banho. Utensílios e produtos de limpeza, a prancha de isopor, os óculos entortados do irmão que dormiu sentado, sem jeito. Quase dois dias inteiros. Para em Macaé ou Itaperuna. Dependia da hora de saída de casa. Dependia do trânsito, O carro mais parecia uma nave espacial. Nas paradas, a mãe saía e trazia o lanche. Impossível sair. Se saíssem as crianças, tudo desmoronava. O fusquinha com porta-malas interno e externo abarrotados e mais os espaços livros entre os guris. Um tormento. Mas a chegada ao litoral era sempre uma festa. Cantigas populares, contagem de cemitérios e a contagem regressiva com aposta para quem via primeiro o mar. A estrada subia um pouco e... bum! O mar. Verdinho. Encapelado. E a chegada era outro tormento: a desmontagem da nave espacia...
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Foi assim, de repente. Do nada. Uma angústia no peito. Uma vontade de gritar. O olhar triste e enviesado. Suspiro atrás de suspiro. Anos depois. Sempre cuidado dos outros. Sexta na linha de nove filhos. Antes dela, só uma mulher. Quatro homens. Pai e mãe trabalhadores. Um negócio na cidade: secos e molhados. Um cavalo de estimação: Cilindro. A cidade pequena. Terra vermelha: boa para o café. Vida simples na cidadezinha de duas ou três ruas maiores e cinco ou seis transvertais. No meio do mato luxuriantemente verde que nascia da terra vermelha. A matriz. O sino. As tardes entre o verde e o vermelho. Melancolia. Anos e anos na terra. A vinda para a cidade. Aos poucos. Um ou dois de cada vez, começando com os homens em busca de trabalho. Todos estudando. Ela parou no ginásio. O diploma diz que foi com média superior. Anos de dedicação. O trabalho. A paixão por um padre. Os prazeres da cidade vedados pela moral interiorana, estrangeira. O padre, o cinema, o trabalho. Vida reclusa a cuida...
LACOMBE DESTRÓI DÓRIA E APOIA B0LS0NAR0: PASSARAM DOS LIMITES | Felipe L...
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Não era como é hoje. Tudo para ter sucesso, aparecer. Dizer que é melhor, mais isso e mais aquilo. Pode até parecer papo de gente velha. Não tem jeito. É inegável. Eram tempos mais simples, mais puros. Alguém poderia até dizer que eram temos de ingenuidade, que a malícia não existia. Isso é diferente. O que está em jogo aqui não é isso, mas a simplicidade das coisas, das elações. Não era preciso ter muito dinheiro. E se o dinheiro fosse fácil, não havia a sede de aparecer, de mostrar pra todo mundo que o dinheiro era muito. Nada disso. as pessoas se contentavam em ter o dinheiro e gastá-lo. Claro que está que a perfeição não existe. Mesmo nesses tempos. Tempos de madrugas e madrugadas bebendo vinho barato, Comendo salada de feijão frio com o molho da dona Hélia. As noitadas no ateliê. Maconha, vinho, cigarro. Elis e Ney. Muito vinho. Muito beijo. Muita risada. Não era preciso ter lugar público. Os botecos e as boates existiam, claro! Mas não eram assim, uma obrigação. Não. Os encontro...
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Uma única pessoa e as mercadorias no mesmo lugar de sempre. Comércio pequeno. Cidade pequena. Gente pequena. Um vida pequena como não pode deixar de ser sempre por ali. A loja aberta e ninguém mais dentro. Só o dono. A fazer o inventário. Conferir o estoque para a proximidade da reabertura. Trabalho solitário. Chato, Necessário e irrecorrível. Comércio pequeno. Cidade pequena. Pouca coisa a inventariar. Nada mudava muito. De repente um grito. Gente na porta aglomeração. Mais grito. Não compreendia o que estava acontecendo. Levanta os olhos e os gritos continuam. dentro da loja. Fora da loja. Na pequena rua da cidade pequena. Uma loja perdida numa cidade perdida numa região perdida do país. Tudo pequeno, Menos o grito. Estridente. Autoritário “O que você está fazendo?”. O inventário, conferindo o estoque. “Você não pode abrir a loja. É proibido. O prefeito disse que é proibido. Baixou decreto. É proibido”. Populares na porta. Mais gritaria. Confusão. Os carros circulam tranquilamente ...
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A praça vazia. Inexplicavelmente vazia. Mentira. Há uma explicação, um decreto municipal. O prefeito decretou que ninguém pode ficar na praça, andar pela praça, a travessar a praça. Nada. A praça está interditada sine die . A expressão atina é um luxo que o prefeito desconhece. A praça vazia e a senhora sentada num dos bancos da praça. Sozinha. A praça vazia e uma senhora sentada, sozinha. O carro da polícia municipal ao lado. Três servidores de azul. Alguém sabe explicar por que esses servidores usam uniforme azul? Por que o uniforme dos bombeiros e cinza e vermelho e o da polícia rodoviária e militar é cáqui? Há de haver uma explicação para o uniforme da polícia federal ser preto. Existe explicação para isso. Se existir, deve haver outra explicação para o homem ter se aproximado da mulher sozinha, sentada num da praça. vazia. Quieta. Tomando sua água depois da caminhada. Não devia estar ali, deve ter pensado. Mas estava. Sozinha. Bebendo água quando foi abordada pelo homem. O homem...
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Chegada em terra nova. Vida. Tudo novo. Uma nova etapa que se inicia, muitos planos. Os livros em início de acúmulo: falta de espaço. O jornal de Literatura da época, o mais importante, frequente, regular. Na contracapa o rosto do escrito. Homem bonito. Claramente descendente de alemães. O livro comprado em função do retrato do autor. Os livros, na verdade: Valsa para Bruno Stein e A face do abismo . O homem bonito. A escrita regional. A história da imigração nas entrelinhas e a fascinação por uma novidade. Nada como alterar o quadro de referências tradicional por um bem pessoal. Rosto de autor agora é critério de escolha. Olhares enviesados. Narizes torcidos. Mas a magia da novidade fazia tudo isso sumir. As aulas. Os primeiros contatos. O primeiro mês num quaro minúsculo de hotel, fechado. Empreendimento barrado na justiça: briga por inventário. Correntes na porta. Entrada lateral. Café da manhã no décimo andar. Três ou quatro hóspedes apenas. Um mês de exílio forçado. A casa nova...
A Farsa Dos Caixões Lacrados e do Enterro Coletivo da Globo.
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