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Mostrando postagens de setembro, 2025

Chronos, Aeon, Kairós

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Estou já há dois meses e quatro dias vivendo os meus 70 anos. Em 23 de julho de 2026 os completo. E já faz um tempinho que o pensamento se volta para as venturas e desventurar de se adentrar na idade. O avanço é inexorável. Costumo dizer a médicos que cuidam de mim e a amigos/familiares que, se fosse possível, viveria até o ponto de não depender totalmente de outra(s) pessoa(s). A dependência total, que significa absoluta ausência de autonomia, é algo que me assusta.  Assim, resolvi partilhar hoje dois textos. Uma historinha enviada por uma amiga e a letra de uma música. Quero crer que ambos os textos se complementam, dialogam e fazem pensar, cada um a seu modo. A ordem de leitura é aleatória, por supuesto ! “Em uma reunião familiar, um jovem perguntou aos pais, tios e avós: Como vocês viviam antes? - Sem TV - Sem Wi-Fi - Sem tecnologia - Sem internet - Sem computadores - Sem drones - Sem bitcoins - Sem celulares - Sem Facebook - Sem Twitter - Sem YouTube ...

Um poeta!

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Pensando no que escrever depois de (mais um!) lapso de tempo, deu-me um estalo e abri o arquivo com as obras completas de Augusto dos anhos, poeta de que gosto imenso. Passei os olhos pelo índice e deparei-me com um título instigante. O poema que a este título corresponde acabou por ser minha postagem de hoje. Sem mais! Tomara que gostem... POEMA NEGRO A Santos Neto Para iludir minha desgraça, estudo. Intimamente sei que não me iludo. Para onde vou (o mundo inteiro o nota) Nos meus olhares fúnebres, carrego A indiferença estúpida de um cego E o ar indolente de um chinês idiota!   A passagem dos séculos me assombra. Para onde irá correndo minha sombra Nesse cavalo de eletricidade?! Caminho, e a mim pergunto, na vertigem: — Quem sou? Para onde vou? Qual minha origem? E parece-me um sonho a realidade.   Em vão com o grito do meu peito impreco! Dos brados meus ouvindo apenas o eco, Eu torço os braços numa angústia douda E muita vez, à meia...

Idade... ah, a idade...

Ando pensando muito no tempo. Já o fiz antes. agora, há um “a mais”: a idade. Estou vivendo o meu septuagésimo ano de vida. Não é pouco. Já não é mais tempo para planos de médio e longo prazo. Já não há espaço para sonhos mirabolantes. É a experiência da finitude a cada dia mais nítida, mais explícita, mais inescapável. Tudo, absolutamente tudo muda de figura. Não cabe julgamento de valor sobre se para o bem ou para o mal. É como é. Punto i basta ! Na “rede” há um situo sobre poesia de que gosto imenso. Hoje, abriu-se automaticamente uma postagem de quem controla tal sítio com um poema declamado pela atris inglesa, Helena Bonham Carter , de quem gosto imenso. O texto que ela declama segue abaixo. Depois, a tradução feita por alguém (a fonte vai entre parênteses. Em seguida, por pensar que é coerente (ainda que possa não sê-lo) segue outro texto recebido de uma amiga, a Suzana. É pra pesar, sempre e mais... Derek Walcott – Love After Love The time will come when, with elation you ...