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Mostrando postagens de outubro, 2021

Tentativa e erro

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Há momentos em que eu penso que estou perdendo o juízo. Não sou tão presunçoso para considerar que o que eu escrevo é melhor do que outros escrevem. No entanto, há coisas que leio, coisas “premiadas” que... por favor... Nem deixando toda a presunção de lado, sou capaz de reconhecer alguma “qualidade” no que leio. Mas não dou tratos a esta bola. Deixo passar e continuo “cometendo” meus poemas. Como os que seguem abaixo. Há quem critique o fato de compartilhar poemas inéditos. A roubalheira é grande. Não me importo. Sigo tentando. Quem sabe um dia... Credo   Juntei duas palavras bonitas, daquelas de que gosto muito. Juntei-as numa frase sonora. E acreditei ter escrito um poema.   À direita, o rapaz de barba e óculos não gostou, disse que não tinha substância. A senhora vetusta e grisalha, do alto de sua erudição, concluiu que o poema era o resultado, apenas o resultado de um moedor de palavras. A mocinha, loura e espevitada, riu, e não disse nada, mas escreveu à colega comentand...

A volta dos puros

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Augusto Nunes: Senadores da CPI têm que explicar fake news sobre Bolsonaro

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"Dia do professor"

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Eu pensei em escrever sobre uma cena televisada hoje. Um policial militar desce o cacete numa moça que, aparentemente, falava alguma coisa de muito agressivo e gesticulava nervosamente, enquanto os demais policiais e transeuntes observavam como se fosse um set de filmagem. Tudo errado. Em lugar disso, vou transcrever mensagem recebida de um amigo querido, Paulo Meyer, a quem conheço por mais de duas décadas, de quem compro bilhetes aéreos e seguros de viagem. Mandou-me o texto a propósito do dia 15 de agosto, ontem, data em que se “comemora”, no Brasil, o dia do professor. Desconheço a autoria. *Português não é para amador.* Um poeta escreveu: “Entre doidos e doídos, prefiro não acentuar”. Às vezes, não acentuar parece mesmo a solução. Eu, por exemplo, prefiro a carne ao carnê. Assim como, obviamente, prefiro o coco ao cocô. No entanto, nem sempre a ausência do acento é favorável... Pense no cágado, por exemplo, o ser vivo mais afetado quando alguém pensa que o acento é mera decoração...

Abraço

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O texto do cardeal fala por si. Contundente. Belo.  Breve introdução à arte do abraço O abraço é uma longa conversa que acontece sem palavras. Tudo 
 o que tem de ser dito soletra-se no sil ê ncio Diz-se que o nosso corpo tem a forma de um abraço. Talvez por isso a tarefa de abraçar seja tão simples, mesmo quando temos de percorrer um longo caminho. O abraço tem uma incrível força expressiva. Comunica a disponibilidade de entrar em relação com os outros, superando o dualismo, fazendo cair armaduras e motivos, cedendo, nem que seja por instantes, na defesa do espaço individual. Há uma tipologia vastíssima de abraços, e cada uma delas ensina alguma coisa sobre aquilo que um abraço pode ser: acolhimento e despedida, congratulação e luto, reconciliação e embalo, afeto ou paixão. Os abraços são a arquitetura íntima da vida, o seu desenho invisível, mas absolutamente presente; são plenitude consentida ao desejo e memória que revitaliza. Todos nos reconhecemos aí: em abraços quotidian...