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Mostrando postagens de julho, 2021

InBrasCI - MG / NM Assessoria Cultural / Nilze Monteiro - Henriqueta Lisboa

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"Opiniães"

Sobre um certo “editorial” publicado na rede ( Editorial semanal – Quem deterá os criminosos fardados? - A Nova Democracia ), antes de mais, cumpre dizer que: quando alguém quer, pode dizer o que quiser, conscientizando-se da responsabilidade pelo que escreve e assumindo, implicitamente, responsabilidade por qualquer consequência oriunda do que escreveu. Isso, me parece, é básico. Quase enfadonho repetir, mas não custa: o tempo presente tem mostrado que certo projeto de analfabetização funcional implantado há algumas décadas tem surtido efeito. E que efeito! Vamos lá!   Já virou rotina, no Brasil, o pronunciamento de militares da ativa sobre questões políticas. [1] Após o discurso de Pazuello, o Carniceiro [2] , em comício [3] de Bolsonaro no Rio, rasgando o que determinam de modo explícito as próprias leis [4] , segundo as quais a existência e missão das Forças Armadas é defender seu cumprimento (inclusive o Regulamento do Exército), os próceres de farda dobraram a aposta: n...

Lacuna

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Certo “fenômeno” teve lugar durante o doutoramento. No seminário de Literatura Comparada, o último da ‘serie, a professora pediu que lêssemos  A montanha mágica , do Thomas Mann. Um verdadeiro cartapácio. Ainda não tive oportunidade (e vontade!) de reler o romance. No entanto, ficou na memória o dito “fenômeno”. Ocorre que, entre os comentários feitos pela professora, um se dedicava (e longamente!) a uma determinada cena do romance. A leitura requerida serviria para discutir alguns tópicos acerca da Tradução, suas técnicas e seus métodos, as dificuldades e as possibilidades, os prós e os contras. Li o romance. Até hoje não consegui explicar por que na leitura, não consegui reconhecer a dita cena. Como disse, não reli o livro. Logo, não posso dizer que o fenômeno se repetiu. No entanto, isso me faz pensar na leitura e como ela pode nos enganar. Terei dormido quando li a tal passagem? Será que ela se apresenta de forma não tão destacada quanto à que foi referida pela professora? A ce...

VÍDEO BOMBÁSTICO! Hacker afirma que foi fácil invadir o sistema do TSE e...

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Assistência autorizada

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Então é assim. Você compra fones de ouvido de uma marca famosa e já “assentada” no mercado. Quando você vai usá-los, você só escuta do lado esquerdo. O que você faz? Você procura por uma assistência técnica “autorizada”. Então você agenda o encontro – afinal, em tempos de pandemia há que lavar as mãos a cada cinco minutos, usar máscara até pra tomar banho e, se possível, acorrentar-se ao pé da cama, em casa, para não sair (viver é colocar os outros e a si mesmo em risco...). Você leva os fones de ouvido até a assistência técnica e os deixa lá. Volta pra casa com uma OS (Ordem de Serviço – a preguiça assola o continente) e aguarda a mensagem eletrônica dizendo que você pode ir apanhar os fones de ouvido. No dia aprazado, você vai e recebe os fones de ouvido. testa-os na própria assistência autorizada e... milagre! Eles funcionam. Você volta pra casa satisfeito. Usa os fones de ouvido por um bom tempo. Daí, um dia, sem mais nem menos, os fones de ouvidos não mais se conectam: nem ao seu ...

Língua

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Então é assim. Um rapazinho loirinho, de olhos azuis, branquinho, malhadinho, tatuadinho, vestidinho com roupinhas da moda e com aquela voz típica de adolescente ianque, aparece na tela do computador (pode ser  tablet , celular também!), falando com um sotaque dos mais postiços, esmaiados e empostados e avisa que vai comentar sobre uma coisa que os brasileiros costumam fazer. Ele diz que brasileiro não faz como os norte-americanos ao responder a uma pergunta. Quando se faz uma pergunta a um norte-americano, diz o rapaz, ele responde “ yes ”! Então, o rapaz diz, com cara de desdém, deboche e sarcasmo, que os brasileiros respondem a esta pergunta com um verbo. Você sabe as horas? Sei. Você está com fome? Estou. Você pode me indicar o caminho? Posso. Você vai à festa? Vou. Na apresentação que o rapazinho faz, o que se percebe é que ele está a dizer, implicitamente, que o brasileiro está errado. Eu acrescentaria, com toda a minha chatice, que ele pressupõe que isso é, para além do erro...

Salvador Sobral - Só Um Beijo (ft António Zambujo) (Live)

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Desabafo

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Não sou o autor do texto que segue. Entretanto, assinaria embaixo da maioria de suas afirmações por pensar exatamente da mesma maneira. “São gravíssimas as minhas deficiências: nasci branco, e quem nasce branco já é considerado racista, mesmo não sendo. Nasci em uma família trabalhadora, então eu sou burguês. Não voto para esquerda, o que me torna fascista. Sou heterossexual, o que me torna um homofóbico. Valorizo ​​minha identidade e minha cultura, o que me torna um xenófobo. Acredito que o macho e a fêmea da espécie Homo Sapiens foram, na maioria das vezes, grandes parceiros e mutuamente responsáveis pelo sucesso da espécie, o que me torna misógino. Eu gostaria de viver em segurança e ver criminosos na prisão, o que me torna um torturador. Quero que respeitem minha maneira de pensar e minhas crenças e não me façam pensar que o anormal é normalmente relativo, o que me transforma em um repressor. Penso que os subsídios acabam com o esforço de trabalhar e minam a dignidade das pessoas,...