Sobre animais... mas nem tanto.
Durante a infância e parte da adolescência, convivi com duas tias do meu pai: Júlia e Lilia, irmãs do vovô Pedro. Se foram do jeito que vieram, intocadas. A mais nova, tia Lilia, tinha o apelido de Batatinha. Era pequenina, com o rosto bem redondinho e um pouco gordinha. Um doce. Na casa delas, quando os filhos dos sobrinhos – que eram muitos – se reuniam, ela brincava de roda conosco. Entre as muitas brincadeiras, a de roda era uma das mais divertidas. Nelas, cantavam-se modinhas infantis como a que segue: Atirei o pau no gato-to-to mas o gato-to-to não morreu-reu-reu Dona Chica-ca-ca dimirou-se-se do berrô do berrô que o gato deu Miau! Ao gritar miau, todos caíamos no chão às gargalhadas, gritando e batendo palmas. Nada mais inocente, ingênuo, fácil e feliz. Diversão pura e cristalina. Pois é. Tentei reproduzir na ortografia a maneira como cantávamos a cantiga “infantil”. As aspas chamam a atenção para a chatice que se instalou graças ao projeto de terra arrasada que se i...