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E a mesma sequência em repetição. Uma, duas, tantas incontáveis vezes. A mesma repetição. Ora para um lado, ora para outro. E o sangue de Jaime escorrendo. Abundante. E o chicote rasgando o ar, Mais um, mais dois. O castigo de cem chicotadas pelo testemunho de um crime. Não poderia haver punição para um superior. Jaime viu o crime. O assassino viu que Jaime tinha visto. E as chicotadas como resultado do desleixo do destino. Desleixo. As chicotadas pareciam não bastar. O sangue escorrendo. As costas tonadas de Jaime laceradas. O banho de sangue não diminuía o erotismo implícito. As costas de Jaime. As brancas e tornadas costas de Jaime. Os braços esticados no pelourinho. O sangue escorrendo a avermelhar as cotas de Jaime. Que escultura! Uma obra de arte. João não resistia. Quando mais calado ficava Jaime, e as chicotadas não o faziam gemer, mais excitado João ficava. E o sangue nas costas de Jaime. As costas brancas e tornadas de Jaime. Uma obra de arte. Os olhos de João não piscava. ...