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Mostrando postagens de outubro, 2024

Estilo

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E la nave va ... Adoro esta expressão italiana, título de um filme pra lá de esquisito do Federico Fellini (1983). Em Portugal chamou-se O navio (mais apropriado, eu diria... ainda que em Português do Brasil não perca o senso. Esta é mais uma de suas chatices, para quem ainda não percebeu...). Tudo no filme parece falso, é inusitado, e os desempenhos são pra lá de... esquisitos. Ai que preguiça de procurar outra palavra. De um jeito ou de outro gostei do filme. Tanto quanto gostei da postagem que aqui faço hoje. Ando numa maré de pensar e repensar. Tenho todo o tempo do mundo – blague paupérrima de um poeta que faz sucesso por aí (pasmem... um poeta! Sucesso!... Bah!) O texto da postagem é um exercício de estilo, ainda que muitos hão de torcer o nariz para tal desfaçatez (de minha parte). Não importa. É menos um dia sem fazer nenhuma postagem... O tempo foge... Um escritor me disse. PROPAROXÍTONAS Há dois tipos de palavras: as proparoxítonas e o resto. As proparoxítonas são o ...

O tempo...

A postagem de hoje vai acompanhada de um vídeo. Recebi-o de uma amiga muito querida, a Sôzinha – alcunha carinhosa para a Maria do Socorro Fernandes, de Caicó-RN. Gostei tanto que decidi partilhar sem comentários! O poema é a letra da música A lista, do Oswaldo Montenegro, de quem, particularmente, não gosto, mas... Faça uma lista de grandes amigos Quem você mais via há dez anos atrás Quantos você ainda vê todo dia Quantos você já não encontra mais Faça uma lista dos sonhos que tinha Quantos você desistiu de sonhar! Quantos amores jurados pra sempre Quantos você conseguiu preservar Aonde você ainda se reconhece Na foto passada ou no espelho de agora? Hoje é do jeito que achou que seria Quantos amigos você jogou fora? Quantos mistérios que você sondava Quantos você conseguiu entender? Quantos segredos que você guardava Hoje são bobos ninguém quer saber? Quantas mentiras você condenava? Quantas você teve que cometer? Quantos defeitos sanados com o tempo Eram o me...

À toa

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Surfando na onda ócio criativo e na falta de vontade de “inventar” alguma coisa – exigência daqueles que pensam que tenho esta obrigação... – vai mais um texto alheiro, encontrado em meio a arquivos perdidos num computador que envelhece como seu dono... Uma vez mais, a autoria me é desconhecida. Frases do dia ! Os políticos brasileiros, são os mais católicos do mundo.... Não assinam nada sem levar um terço. Os assaltos continuam e em cada pedaço de terra deste imenso Brasil, eles sãô praticados de forma diferente. Tipos de Assaltantes: MINEIRO: Ô sô, prestenção. issé um assarto, uai. Levantus braço e fiketin quié mió prucê. Esse trem na minha mão tá chein de bala... Mió passá logo os trocado que eu num to bão hoje. vai andano, uai ! Tá esperanuquê, sô? BAHIANO: Ô meu rei... (pausa) Isso é um assalto... (longa pausa) Levanta os braços, mas não se avexe não... (outra pausa) Se num quiser nem precisa levantar, pra n...

Passatempo

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A postagem de hoje traz um texto já conhecido (que não é de minha autoria – e não sei dizer de quem seja...) por muita gente. Não importa. Na aridez de ideias que me assola, compartilho assim mesmo. Já o fiz, tenho quase certeza. No entanto, a inventividade do dito cujo me atiça... E eu não resisti! APENAS A LÍNGUA PORTUGUESA NOS PERMITE ESCREVER ISTO... Pedro Paulo Pereira Pinto, pequeno pintor português, pintava portas, paredes, portais. Porém, pediu para parar porque preferiu pintar panfletos. Partindo para Piraci c aba, pintou prateleiras para poder progredir. Posteriormente, partiu para Pirapora. Pernoitando, prosseguiu para Paranavaí, pois pretendia praticar pinturas para pessoas pobres. Porém, pouco praticou, porque Padre Paulo pediu para pintar panelas, porém posteriormente pintou pratos para poder pagar promessas. Pálido, porém personalizado, preferiu partir para Portugal para pedir permissão para papai para permanecer praticando pinturas,...

Contraste

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  A postagem de hoje é longa. Azar de quem não gosta! Continuo com a mesma convicção da adolescência: domingo é o dia mais bobo da semana. O menos querido por mim, sobretudo depois de algumas décadas de exercício docente... Uma chatice. No entanto, mesmo na bobagem é possível encontrar alguma coisa que chame a atenção, que seja interessante, que preste. Então, resolvi compartilhar dois textos. Eles, juntos, constituem uma contradição. Não digo paradoxo porque esta palavra soaria muito forte, quase falsa no contexto. O primeiro recebi no whatsapp hoje pela manhã, O segundo, já conhecido, vi em passant numa rede social dessas que existem por aí. É um vídeo com o poema declamado pelo Pedro Lamares. Tanto poema quanto locutor dispensam comentários. Vai-se entender a cabeça de outrem...   “Espetacular este levantamento Sumiko Hanada: matematicamente insustentável 1 Presidente da República 1 Vice-presidente da República 1 Presidente Câmara federal 1 Presidente Senado Fe...

Poesia

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A postagem hoje é resultado do famigerado “seleciona-copia-cola”. Muito prático, na maioria das vezes. Dois poemas. O primeiro não conhecia. Soube dele ao ver um filme de Bille August, O pacto ( Pagten , no original), de 2021. Nele, um escritor declama este poema em dinamarquês. Procurei o tio google e ele me mandou a tradução do Manuel Bandeira. O segundo poema, já conhecido (e adorado!), é a mais castiça expressão do que sinto (pretensiosamente) sobre mim mesmo. Não tenho os quilates da poeta, mas sinto-me da mesma forma que ela diz se sentir em seu poema. Os tempos. obscuros e rasos, que nos compete viver têm efeito deletério sobre pequenos prazeres, revividos quando da leitura de poemas como estes dois...   Anelo Johann Wolfgang von Goethe (Tradução de Manuel Bandeira)   Só aos sábios o reveles, Pois o vulgo zomba logo: Quero louvar o vivente Que aspira à morte no fogo. Na noite - em que te geraram, Em que geraste - sentiste, Se calma a luz que alumiava, ...