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Mostrando postagens de novembro, 2024

Homenagem

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A postagem de hoje é uma homenagem a um amigo querido que, como diz o adagiário popular, foi desta para melhor, o Gilberto Fladimar Viana. Foi Diretor do Gabinete de Pesquisa do Cal – Centro de Artes e Letras – da UFSM, que eu, íntima e jocosamente, chamava de universidade federal sado masoquista. Trabalhei cinco anos nesta universidade localizada em Santa Maria-RS. Dos cinco anos, quatro foram de convivência quase diária com o “negão”, como a gente costumava se dirigir a ele, com amizade, afeto, respeito, reconhecimento, alegria e desconcentração. Os tempos eram outros. A patrulha da ignorância e da chatice ainda não tinham alcançado a adolescência... de lá pra cá, regrediram... mas isso é uma outra história. O Gilberto... churrasqueiro de marca, aplicado, responsável e alegre. Deixa saudades. Pare ele, minha singela homenagem...   Quando vier a primavera,  Se eu já estiver morto,  As flores florirão da mesma maneira  E as árvores não serão menos verdes que n...

Bobagem

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Mais um dia sem a menor vontade de escrever algo inventivo. De mais a ais, pra quê? Vai ficar por aí mesmo, tomando poeira, chá de indiferença, injeção de esquecimento. É assim mesmo. Sendo assim, na limpeza que ocasionalmente faço, encontrei a bobagem que segue. Ri um pouco, é verdade. Então partilho, já sabendo que muitos narizes hão de se torcer... Que pena, não posso fazer nada... Ria... se puder! Frases do dia ! Os políticos brasileiros, são os mais católicos do mundo.... Não assinam nada sem levar um terço. Os assaltos continuam e em cada pedaço de terra deste imenso Brasil, eles são praticados de forma diferente. Tipos de assaltantes: mineiro – ô, prestenção. issé um assarto, uai. Levantus braço e fiketin quié mió prucê. Esse trem na minha mão tá chein de bala... Mió passá logo os trocado que eu num to bão hoje. vai andano, uai ! Tá esperanuquê, sô?; bahiano – Ô meu rei... (pausa) Isso é um assalto... (longa pausa) L...

Acréscimo

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Na postagem de ontem, esqueci-me, de acrescentar comentário sobre o que afirmei acerca dos dois primeiros versos do poema do Antônio Cícero: “No dia em que fui mais feliz / eu vi um avião cruzar o seu olhar até sumir”. Estou assumindo a ideia de que se trata de dois versos apenas. Como letra de música, na gravação de Adriana Calcanhoto (aliás, vou perguntar ao professor google se mais alguém gravou a mesma canção que faz jus ao poema), dependendo do site em que aparece podem ser mais versos, como por exemplo “No dia em que fui mais feliz / eu vi um avião / cruzar o seu olhar até sumir”, ou ainda “No dia em que fui mais feliz / eu vi um avião cruzar o seu olhar / até sumir”. Ao fim e ao cabo, a posição dos versos, aqui, não importa. A forma definitiva está no livro do poeta, já publicado. Quem quiser que o consulte. O que desejo expressar é a confirmação de minha assertiva. Trata-se, a meu ver, da mais acachapante declaração de amor de que tenho notícia. Vejam, que disse “acachapante”, ...

Declaração de amor

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Quando dei aulas sobre Literatura Brasileira, sobretudo nos últimos semestres (nos cinco anos finais de minha “carreira” – por questões meramente burocrático-administrativas – lecionei apenas Literatura Portuguesa e Literatura Comparada), assim como, quando lecionava outras matérias literárias, lia poemas (inclusive) em sala de aula. Isso era considerado perda de tempo e falta de didática por alguns doutos “pares” que faziam cara de chacota quando isso era mencionado. Sim, eu lia textos literários em sala de aula!!! Heresia! Anátema! Fosse nos domínios do tio Sam... shame on you !, era o que eu ouviria... Bom... Sempre procurei desmerecer as “bocas de matildes” e continuei lendo poemas, contos, trechos de romances, etc. em minha aulas. Numa delas, apresentei esse poema – lido primeiro, escutado depois – para afirmar, de cara, que seus dois primeiros versos são a mais acachapante declaração de amor de que tenho notícia. Adoro o termo “acachapante”: diz tudo, é sonoramente forte, expres...

Homenagem

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Faz uns dias, recebi mensagem de uma amiga portuguesa, a Ana Cristina Martins. Ela pedia-me que escrevesse algumas palavras a serem lidas na homenagem a Vitor Escudero numa sessão da Sociedade de Geografia de Lisboa, secção de Arqueologia. O distinto, animado e querido amigo, Vitor Escudero foi o fundador desta secção. Aceitei, por óbvio. Como costumo dizer, rosamariamortinha de inveja... queria ter lá estado para ler eu mesmo e abraçar o distinto e querido amigo e os demais convivas, de quem tanto gosto. Não deu. Escrevi o texto que segue abaixo. Foi lido na abertura da sessão que não vi – foi às dez da manhã, sete aqui do outro lado, estava acordando naquele momento e depois tinha a caminhada matinal na praia – dose de um dos remédios que tomo diariamente. Neste caso específico, apenas de segunda a sexta, com aceite do médico que supervisiona minha condição de saúde... Uma homenagem singela, sincera. Gosto imenso do Vitor. E ele sabe disso! Bem haja! Boa tarde! Diz o ditado popul...