Turbilhão
Os meninos de rua, vendedores de balas nos semáforos, não andam usando máscara. Acreditam-se imunes (?). Enquanto isso, dizem, os hospitais particulares (essa expressão sempre me intrigou, mas não vou devanear sobre ela aqui e agora) andam com sua lotação perto do limite. Dizem. Não fui a nenhum deles para verificar a veracidade da informação. Duvido que os defensores doas arautos da atualidade catastrófica o façam. Por isso não confio nos números divulgados. Posso estar dando prova de ignorância, mas não acredito. Enquanto isso, penso na real e concreta reação de Antonio Candido ao ler o texto de Clarice Lispector pela primeira vez. O que terá confidenciado à primeira pessoa que perguntou a opinião do professor? Na duração desse devaneio, recordo a gentileza e a finesse de Guimarães Rosa, numa entrevista dada na Alemanha, dizem, em 1962. O homem é de uma polidez que chega a fazer chorar, de inveja. Entre as muitas perguntas feitas, o autor encontrou maneira de falar de seu Grande sert...