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Mostrando postagens de abril, 2025

Coincidências (?)

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Dizem por aí que, numa alcateia, os primeiros dois ou três lobos, são os mais velhos. Vão À frente pela sabedoria e “conhecimento” acumulado com os anos. São Guias certos, seguros e equilibrados. Em seguida, uns cinco lobos mais novos e fortes. Seguem, aqueles mais novos que vêm acompanhados por cinco outros, do grupo dos mais fortes. Por fim, vem o que se logrou denominar o “machio alfa”, o líder. Sim, ele vem no fim, para não deixar nenhum dos lobos para três e saber que todos seguem, seguros e determinados, à sua frente. Esta é a lógica da alcateia e parece ser a mesma lógica que domina o desempenho do camarlengo no filme Conclave , um filme  britânico-estadounidense de suspense e mistério de 2024, dirigido por Edward Berger e escrito por Peter Straughan, baseado no romance de 2016, de Robert Harris. O  filme  é estrelado por Ralph Fiennes, Stanley Tucci, John Lithgow, Sergio Castellitto e Isabella Rossellini. Bem, “suspense e mistério” é por conta de quem escreveu as...

Dualidades

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Acabo de ler, numa postagem de um blogue português em que estou inscrito, a seguinte “chamada”: Como começar a ler Murakami. Por alguns segundos fiquei na dúvida: caio na gargalhada ou irrito-me. Escolha nada difícil... Por um lado, pode parecer petulância, por outro, estupidez. Entre os dois, meu coração balança. Como é que se chegou a pensar na possibilidade (esdrúxula) de se arvorar na empáfia de saber como iniciar a leitura de um livro. Pra fim de conversa (que mal começou!) eu mesmo respondo: abrindo o livro e lendo! Punto i basta. Esse desvio de rota me traz a dois poemas que aí seguem: Uma parte de mim é todo mundo: outra parte é ninguém: fundo sem fundo.   Uma parte de mim é multidão: outra parte estranheza e solidão.   Uma parte de mim pesa, pondera: outra parte delira.   Uma parte de mim almoça e janta: outra parte se espanta.   Uma parte de mim é permanente: outra parte se sabe de repente.   Uma parte de mim é só ...

Comparações...

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No quarto e último capítulo do conto “Civilização”, o narrador criado por Eça de Queiroz diz o seguinte: “O pobre Jacinto, esbarrondado pelo desastre, sem resistência contra aquele brusco desaparecimento de toda a civilização, caíra pesadamente sobre o poial de uma janela, e dali olhava os montes. E eu, a quem aqueles ares serranos e o cantar da pegureira sabiam bem, terminei por descer à cozinha, conduzido pelo cocheiro, através de escadas e becos, onde a escuridão vinha menos do crepúsculo do que de densas teias de aranha. (...) Voltando acima, com estas consolantes notícias de ceia e cama, encontrei ainda o meu Jacinto no poial da janela, embebendo-se todo da doce paz crepuscular, que lenta e caladamente se estabelecia sobre vale e monte. No alto já tremeluzia uma estrela, a Vésper diamantina, que é tudo o que neste céu cristão resta do esplendor corporal de Vénus! Jacinto nunca considerara bem aquela estrela — nem assistira a este majestoso e doce adormecer das coisas. Esse ene...