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Mostrando postagens de abril, 2022

Contos de terror

  É costume dizer que a vida imita a arte. Ou, por outra, que a ficção é germinada na realidade. Uma e outra assertiva comporta discussão. Minha preguiça me nega a energia para fazê-la aqui e agora. O que me traz aqui hoje é a vontade partilhar o incômodo que senti ao ler as linhas que seguem. O texto não é meu. É artigo assinado por um jornalista de quem gosto: Guilherme Fiuza. Se não quiserem ler, não posso fazer nada. Se quiserem me tachar de reacionário, negacionista, bolsonarista e todos os outros “istas” cabíveis, só posso dizer uma coisa: caguei! Resta o fato de que o texto me causou incômodo e isso é o que me interessa partilhar. O mais é firula... ou, como dizia meu pai, especula de rodinha... Podem acessar o texto na seguinte ligação:  https://revistaoeste.com/revista/edicao-109/a-genetica-do-silencio/ Bárbara Caroline Machado , catarinense de 16 anos, era ativa e alegre. Jogadora de vôlei amador, trabalhava numa farmácia. Era uma pessoa saudável e sem comorbidades. ...

A propósito de cravos

Li o poema que segue por indicação de um amigo muito querido. Conhecia a autora de nome. Fiquei impressionado. No tsunami de preguiça e falta de vontade em que me encontro, pensei em compartilhar os versos, magníficos desta portuguesa de uns tantos costados. Fica, também, como homenagem à data de hoje, importantíssima para o povo português. Salve 25 e abril! Meditação do Duque de Gândia sobre a morte de Isabel de Portugal Nunca mais  A tua face será pura, limpa e viva  Nem o teu andar como onda fugitiva  Se poderá nos passos do tempo tecer.  E nunca mais darei ao tempo a minha vida.    Nunca mais servirei Senhor que possa morrer.  A luz da tarde mostra-me os destroços  Do teu ser. Em breve a podridão  Beberá os teus olhos e os teus ossos  Tomando a tua mão na sua mão.    Nunca mais amarei quem não possa viver  Sempre.  Porque eu amei como se fossem eternos  A glória, a luz e o brilho do teu ser,  Amei-te em ...

Acaso

Acabei de ver um filme interessantíssimo. Seu nome?  Berlim, eu te amo  (2021, dirigido por Dianna Agron, Massy Tadjedin e Stephanie Martin). No Amazon Prime. A classificação é romance/drama. Não sei se cabe. Também não sei até que ponto essas classificações são, realmente, eficazes. Tenho sérias dúvidas. Tudo muito subjetivo. O que mais me assustou no filme foi ver Mickey Rourke. Levei uns quinze minutos para reconhecê-lo. Quase um monstro. Quem se lembra dele em  Nove semanas e meia de amor  ou em  Coração satânico , não vai acreditar. Vai até se assustar. No entanto, isso é apenas um detalhe, absolutamente dispensável. Ele protagoniza um dos episódios do filme que trata do reencontro (às escuras?) de pai e filha, separados há anos por conta do afastamento dele. Sem saber que é sua filha, o homem leva a moca, sedutora e sexy, para o quarto de hotel em que se hospeda. A moça se oferece a ele, mas imediatamente se arrepende. Vai embora e deixa mensagem no espelh...

Ironia

O texto que segue não é meu. Publico-o aqui por ser um exemplo de fina ironia, desvelada numa linguagem acuradíssima. É texto que dá prazer de ler. E muito. As omissões representadas por (...) se devem ao fato de que desejo preservar a identidade das “personagens” envolvidas, mas, acima de tudo e antes de mais nada, a minha própria tranquilidade. Não quero ser incomodado por A ou B em função de ter publicado este texto. Não desejo ser acusado “disso ou daquilo” por fazê-lo, como se isso, e somente isso, fosse suficiente para me acusar de estar “de um lado ou de outro”. Espero que gostem (e se divirtam!) com um texto tão bem escrito! Espero mesmo, como eu me diverti, e muito! “A coluna de (...) em O Globo de 14 de janeiro noticia, com chamada na primeira página, que um segurança do Hotel Intercontinental barrou a entrada de uma jovem senhora negra por achar que se tratava de garota de programa, quando ela chegava acompanhada do marido, (...), diretor do (...). No entender do colunista...

Trechos de um diário

"Conheci o João Tordo numa tarde de palestra, para unos estrangeiros. Rapaz magrinho, tímido. Gaguejava um pouco, creio que de nervoso. Risonho falava com fluidez, apesar da citada gagueira, que, de fato não o era. Uma tarde agradável com algumas alunas fascinadas por ele. Foi divertido. Já o José Luis Peixoto conheci num auditório, depois de uma conferência. Mais gente. Alunos estrangeiros também, mas havia mais gente. Ele leu trechos de um livro contundente: Morreste-me. Anos depois viria eu a comprar o volume e recordar a emoção funda e sentida naquela tarde estrangeira, como os alunos. O Gonçalo Tavares passou dois dias ali. Os alunos estrangeiros também afluíram com interesse, tanto ä palestra no primeiro dia, quanto à oficina que ministrou no dia seguinte. Rapaz mais retraído, mas sociável. Com olhar atento, de lince, captava nuances no ar, detalhes não lhe escapavam. Um jeitinho de judeu de comédia shakespeariana. Agora, tomando  Jack Daniel Honey , lembro-me destas três vi...