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Mostrando postagens de fevereiro, 2025

Entrevista

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Acabei de ver (extremamente comovido) uma entrevista que não sabia ter sido feita (A gente precisa mesmo saber de tudo?). Uma entrevista. ( Alta Definição | Adriana Calcanhotto ) Coisa simples. Um interlocutor inteligente, sagaz, sutil, delicado e incisivo. É possível ter todas estas qualidades reunidas num só ato... o de entrevistar? A entrevistada é Adriana Calcanhoto. O entrevistador é Daniel Oliveira, da SIC, um canal televisivo de Portugal. Quando se digita o nome do programa na barra de procura do google (Hoje em dia a gente não procura quase mais nada sem o seu socorro...) aparece o seguinte: “ Alta Definição  é um  programa  televisivo da SIC conduzido por Daniel Oliveira em que semanalmente faz uma entrevista, numa abordagem intimista, a um convidado central. As entrevistas são gravadas em  alta definição , num local especial escolhido pelo entrevistado.” À parte o fato de ter uma certa birra da cantora por conta de algo que se passou logo depois de 2015... ...

Do sopro do minuano...

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  Há um poeta que me causa espécie. Não sei dizer o porquê. Sim esta palavra é acentuada pois tem valor de um substantivo. Basta consultar a gramática normativa da Língua Portuguesa (qualquer que seja o autor) que, entre mortos e feridos, esta verdade científica vai prevalecer. É, de fato, no campo dos estudos linguísticos, uma verdade científica. Por mais que uns e outros queiram desautorizar esta veracidade. Pois bem. O poeta é Mario Quintana. Conheci-o rapidamente em Santa Maria, nos idos de 90 do século passado. Não cheguei a ser apresentado a ele – havia muitos papagaios de pirata em volta, alvoroçados. Um professor do mesmo departamento em que eu trabalhava era amigo dele e dizia ser pessoa muito afável. Depois, um ex-jogador de futebol – pasmem! – o Falcão, acolheu o poeta, então desalojado. Houve até um rumoroso boato dizendo que Mario quintana foi achado no meio da rua, junto com suas malas, pelo jogador e, então, acolhido. Bem... línguas de matildes sempre existiram e d...

Andalucía!

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Espanha. Um país encantador. Sua capital é vibrante e seu interior, mágico, sedutor, como Sevilha. Sofisticado como Toledo. Ancestral como Segóvia. Imponente como Salamanca. Impressionante como o Valle de los caídos. Inspirador como Ávila. Ainda quero voltar a este país. Nele nasceu um homem que me impressiona, mesmo que eu não saiba colocar ame palavras o real motivo. Apenas me impressiona. Punto i basta . Falo de Federico García Lorca. Eu costumava falar “Lórca”, até o dia em que ouvi dizer que a pronúncia correta é “Lôrca”. Ainda não voltei lá para perguntar a um nativo. Reservo-me o direito de não me dirigir a um scholar local para sabê-lo. A empáfia me incomoda. Não ando atrás de verdades absolutas, por inexistentes, obviamente! Pois... Garcia Lorca (ó ou ô, aqui tanto faz...!) escreveu muito. Dentre suas várias obras está um poema que serviu de mote, se não, de pedra fundamental (matéria mesmo) para um número musical apresentado na sessão do prêmio Goya no corrente ano ( (4) DEL...

Destino

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Ainda era estudante de Letras, quando ouvi falar numa senhora que atendia pelo nome de Agustina Bessa-Luis. Escritora do Norte português, densa, difícil para muitos, opulenta e caudalosa – o número de livros escritos impressiona: 93 (salvo equívoco), entre romances, contos, peças de teatro, crônicas e biografias. Um colosso. Gosto muito do que ela escreve. Muito mesmo. E pensando nisso, certa feita, resolvi ler um de seus primeiros romances A sibila . Na altura, não tinha muitos “recur$o$”. Encontrei o livro num sebo de Belo Horizonte que, não posso afirmar com certeza, não deve existir mais. Infelizmente. Encontrei um exemplar de segunda edição. Fui lendo. Lá pelas tantas percebi que havia alguma coisa esquisita, não conseguia dar andamento na leitura compreensiva da obra. Verifiquei e descobri que faltavam quase 25 paginas do danado do livro (os livros dela são, geralmente, bem “encorpados”...). Custei a me dar conta. Não tive opção. Deixei o volume numa coisa que foi doada para o Re...

Mais uma

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No capítulo das releituras que causam enorme prazer, mais uma: O cemitério de Praga , Umberto Eco. O semioticista sabia escrever um romance. Romance mesmo, dos bons. Depois de lê-lo pela primeira vez, estive em Praga. Procurei encontrar o “clima” de algumas passagens do romance naquela cidade misteriosamente encantadora. Devo confessar que, desta vez, uma estranheza me ocorreu: não me dei conta de algumas “personagens”, como descrito na contracapa do volume que compulsei (2ª edição, Record, 2011). A satanista e as missas negras por exemplo. Pode ter sido falta de atenção minha, pode ter sido leitura malfeita, pode ter sido efeito de “problemas” de tradução. Vai saber. Isso não importa, na verdade. O romance é delirantemente delicioso. Para além disso, é de uma graça, às vezes, estonteante. Há passagens hilárias. O humor refinadíssimo do autor e sua verve sarcástica marcam presença inolvidável. Prova de sua erudição e amplo conhecimento de causa. Uma delícia de ler. Destaco duas passage...