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Mostrando postagens de setembro, 2019

O começo de tudo

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O texto de hoje segue a série que comecei na semana passada, com a publicação de prefácios aldravistas e da saudação a novo membro de Alacib. O penúltimo passo, hoje, apresenta o primeiro texto que escrevi sobre o Aldravismo. Gosto dele, por ser o primeiro, óbvio. No entanto, penso que não consegui ainda, síntese melhor. Tenho a ideia de escrever um verbete para a Wikipedia, a partir deste texti, mas cadê que a preguiça deixa... Segue o dito cujo! Conta a lenda que os homens pré-históricos, num ato inexplicável (até hoje), começaram a representar suas ideias em desenhos (as famosas pinturas rupestres). Com esse ato eles criaram a noção de uma linguagem que, se se pode pensar assim, ultrapassava os então conhecidos meios de comunicação “social”. As aspas são necessárias, uma vez que os conceitos – escondidos por detrás das palavras – podem ser traidores do pensamento e levar o leitor a fazer tabula rasa da História que acaba por conduzir o fio do pensamento humano sobre suas próprias...

Mar: metonímias possíveis da/para a poesia

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Hoje é dia da terceira intervenção acerca do aldravismo, em suas manifestações. Vai mais um prefácio, desta feita, ao livro de "prosopoemas" de Gabriel Bicalho, intitulado  Âncoras flutuantes . Prefácio O aldravismo, em sua proposição e em suas realizações, até o presente momento, não é pós-moderno. Qualquer referência ao termo “pós-modernismo”, aqui, expõe imediatamente as retinas um tanto fatigadas de qualquer leitor de poesia ao risco de ser acusado de perpetuar certa moda intelectual passageira, fútil e sem importância. Um dos problemas é que o termo está em moda e, ao mesmo tempo, é irritantemente difícil de definir. Essa palavra não tem sentido, deve ser usada sempre que for possível. Este “axioma” – ainda que o termo seja discutível, neste caso – serve de exemplo da provocação em nada pós-moderna, implícita no exercício poético do Aldravismo. Adiantando um passo: a experiência proso-poética de Gabriel Bicalho, como as demais, originadas no cenáculo do Aldra...

“Essências: sonhos, frutos e luzes”

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Seguindo a ordem, trago hoje um texto que escrevi para apresentar um livro de Andreia Aparecida Donadon Leal, poeta mineira, amiga dileta. Espero que seja do agrado de quem ler. Tríades, trios, triângulos: a poesia de Andreia Três são as fases da vida; três, as partes do dia; três, as pessoas da Santíssima Trindade e os lados do triângulo. Número cabalístico, de simbologia mais que milenar e de uma inexplicabilidade visceral. sonhos, frutos e luzes: três elementos que compõem a “essência” de que fala a poesia de Andreia Donadon Leal. Destas três, duas são voláteis, efêmeras, etéreas: sonhos e luzes. A outra, concreta, sustenta a própria existência humana, faz parte de sua alimentação. Nesse processo, a poesia se faz veio mais que privilegiado. Nesse curso, penso em três mitos: Helena, Sísifo e eterno retorno. O primeiro fala do rapto de Helena, que a mitologia grega descrevia como a mais bela das mulheres. Desencadeia lendária guerra. A mulher é personagem da Ilíada e da...

Um livro de poesia

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Livros, geralmente, apresentam prefácios. Geralmente. Num deles, de poesia, cujo autor é amigo particular, há um desses prefácios, escrito por mim. O livro se chama Apocalíptico . O autor, José Sebastião Ferreira, poeta aldravista e aldravianista. Figura sui generis , poeta de mão cheia. Segue o prefácio. Prefácio A Literatura Brasileira atual apresenta características que performam ecos do Modernismo, principalmente no que diz respeito à liberdade de expressão: incorporação da linguagem coloquial, verso livre, abandono das formas fixas, etc. Além disso, valorização de fatos do cotidiano, aproximação entre a prosa e a poesia e questionamento sobre a própria linguagem literária. O que dizer então de experiências estéticas que, aproveitando-se de lições já cristalizadas no tempo, promovem a respiração da poesia, propondo novas formas de expressão para o gozo plástico do código linguístico? Conta a lenda que os homens pré-históricos, num ato inexplicável (até hoje), começ...

Sobre ex-libris

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Uma das atribuições de um acadêmico é realizar conferências, quando convidado, quando possível, sempre que necessário. assim foi a algum tempo, quando, na sede da Academia Municipalista de Letras, em Belo Horizonte fiz uma conferência sobre ex-libris . Segue a conferência. Delírios de um diletante Há três métodos para ganhar sabedoria: primeiro, por reflexão, que é o mais nobre; segundo, por imitação, que é o mais fácil; e terceiro, por experiência que é o mais amargo. Confúcio Nada como um dia depois do outro. Primeiro é preciso semear para depois colher. Assim, dou um segundo passo nesta apresentação. Seguindo a apresentação de Andreia, venho expor algumas ideias acerca do ex-libris . O meu pressuposto básico é sua consideração como texto. A minha preocupação é articular teoricamente a possibilidade de agenciamento da leitura de um ex-libris . Esta ideia pressupõe outra, anterior: a de que um ex-libris é um texto. Para sustentar esse pressuposto recorro a um semio...