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Mostrando postagens de janeiro, 2021

Poesia

Sem comentários... Pedro Lamares recita 'Quando vier a Primavera' - Alberto Caeiro (Fernando Pessoa) - Revista Prosa Verso e Arte Quando vier a Primavera, Se eu já estiver morto, As flores florirão da mesma maneira E as árvores não serão menos verdes que na Primavera passada.A realidade não precisa de mim. Sinto uma alegria enorme Ao pensar que a minha morte não tem importância nenhuma. Se soubesse que amanhã morria E a Primavera era depois de amanhã, Morreria contente, porque ela era depois de amanhã. Se esse é o seu tempo, quando havia ela de vir senão no seu tempo? Gosto que tudo seja real e que tudo esteja certo; E gosto porque assim seria, mesmo que eu não gostasse. Por isso, se morrer agora, morro contente, Porque tudo é real e tudo está certo. Podem rezar latim sobre o meu caixão, se quiserem. Se quiserem, podem dançar e cantar à roda dele. Não tenho preferências para quando já não puder ter preferências. O que for, quando for, é que será o que é.

Língua

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Li outro dia, o texto que vai abaixo. Gostei. Por isso, compartilho, sobretudo porque expressa um pouco – muito pouco, na verdade – da minha impaciência com a enxurrada de imbecilidades que vêm sendo “vendidas” como “mudernidadi” da/com/para a Língua Portuguesa. Vale a pena ler. Não é preciso concordar.   “— Desde que os americanos se lembraram de começar a chamar aos pretos “afro-americanos”, com vista a acabar com as raças por via gramatical, isto tem sido um fartote pegado! — As criadas dos anos 70 passaram a “empregadas domésticas” e preparam-se agora para receber a menção de “auxiliares de apoio doméstico”. — De igual modo, extinguiram-se nas escolas os “contínuos” que passaram todos a “auxiliares da acção educativa” e agora são “assistentes operacionais”. — Os vendedores de medicamentos, com alguma prosápia, tratam-se por “delegados de informação médica”. — E pelo mesmo processo transmudaram-se os caixeiros-viajantes em “técnicos de vendas”. — O aborto eufemizou...

Coisas

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Taxista. Balconista. Secretário/a. Motorista de ônibus. Trocador/a. Recepcionista. Atendente. Vendedor/a. Enfermeiro/a. Médico/a. Pedreiro. Verdureiro/a. Manicure. Cuidador/a. Pedicure. Cabeleireira/o. Cozinheira/o, etc. Nenhum desses profissionais leva o vírus da covid para casa, só crianças, adolescentes e jovens universitários. Por isso, MANTER AS ESCOLAS FECHADAS é irrecorrível!   O que é um escritor consagrado? É aquele        que vende muitos livros de sua autoria?                         que fez cursos de escrita criativa por aí?                         que ganhou prêmios literários de prestígio?             ...

Uma carta

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Esta é uma carta que deveria ser lida por cada um e todos os brasileiros. Os “antecedentes não são de minha autoria (Ver: A carta de despedida de Dom Pedro II | Fatos Militares Amino (aminoapps.com) .   Antecedentes No dia 15 de novembro de 1889, um golpe de estado liderado pelo exército destituiu o último chefe de estado do Império do Brasil, o imperador Dom Pedro II. A notícia foi um choque para todo o mundo, pois ninguém imaginava que o mais firme governo das Américas poderia sofrer um golpe de estado como aquele. A partir daí a família imperial, que tanto lutou pelo seu amado Brasil, seria banida do país que tanto amou e lutou e passaria a viver no exílio, passando por países como Portugal e se estabelecendo finalmente na França, pátria do marido da princesa Isabel, o Conde d’Eu. Foi neste país que nosso último imperador passou seus últimos momentos de vida, vindo a falecer no dia 5 de dezembro de 1891, em Paris, dois anos após o covarde golpe militar. Durante o seu funeral...

Duas pontas

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Odysseus, o Velho , Companhia editorial, Porto Alegre, 2010 .  Sélesis e o Livro de Silbion , Campo Grande, Life Editora, 2020.   “O meu fim evidente era atar as duas pontas da vida, e restaurar na velhice a adolescência. Pois, senhor, não consegui recompor o que foi nem o que fui. Em tudo, se o rosto é igual, a fisionomia é diferente. Se só me faltassem os outros, vá; um homem consola-se mais ou menos das pessoas que perde; mais falto eu mesmo, e esta lacuna é tudo.” Este período dá início ao terceiro parágrafo do segundo capítulo de um livro seminal: Dom casmurro . De todas as vezes que li o romance – e o faço agora, uma vez mais, com a publicação de nova edição (comentada) do Clube de Literatura Clássica, de que sou sócio  –  a sensação de suspense insatisfeito me invade e recobre. Esta edição é interessante porque comentada. Cada entrelinha, cada referência, cada citação. Leitura mais que gratificantes. Pois então, de todas as vezes que li Dom Casmurro , a pas...

Publicação

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