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Mostrando postagens de julho, 2025

Pretensão

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Será muita pretensão de minha parte publicar um poema meu junto a um poema de Mario Benedetti? A dúvida persiste. No entanto, hoje, quando li o do poeta uruguaio, resolvi juntar o que escrevi ontem, durante a manhã, de estalo. Vou ficar na dúvida, mesmo que haja quem diga que não. Que dure lo que tenga que durar. Que dure meses, días o años, que dure uma vida entera, que dure la eternidade, que dure um segundo que dure um sussurro pero que sea contigo (Mário Benedetti) ......................................................................................  os anéis já não repousos em meus dedos engelhados será a marca deixada pelo tempo ainda que os olhos atentos não percebam a mudança o fluxo constante de passagem que evolui e cessa entre um piscar de olhos e a lágrima que seca (Foureaux)      

Um poema

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Copiei e colei o texto do poema que segue de uma página da internete. Não sei se a disposição veraz dos versos é essa que aqui está. Também não sei se a ausência de pontuação é mesmo da lavra do poeta português. Vi este poema declamado por um gajo a quem “sigo” numa página do youtube (ah... se eu me lembrasse do nome da dita cuja...). Gostei. Compartilho, sem comentários.   E por vezes as noites duram meses E por vezes os meses oceanos E por vezes os braços que apertamos nunca mais são os mesmos    E por vezes encontramos de nós em poucos meses o que a noite nos fez em muitos anos E por vezes fingimos que lembramos E por vezes lembramos que por vezes ao tomarmos o gosto aos oceanos só o sarro das noites não dos meses lá no fundo dos copos encontramos E por vezes sorrimos ou choramos E por vezes por vezes ah por vezes num segundo se evolam tantos anos (David Mourão-Ferreira, Matura Idade , 1973)  

Lá dos pampas

Não sei se, de fato, Jorge Luis Borges se ateve ao versículo bíblico que nomeia seu poema para criá-lo. Não sei se quis estabelecer esta ilação. Parece-me óbvio, mas não posso afirmar isso. O versículo Mateus 25:30 diz: “Lançai, pois, o servo inútil nas trevas exteriores; ali haverá pranto e ranger de dentes”. Este versículo faz parte da parábola dos talentos, na qual o servo que não utilizou seu talento é punido por sua inatividade. Pelo sim, pelo não, como gostei do poema (da forma como chegou pra mim) compartilho. A gente deve sempre partilhar o que é bom ou, antes, o que parece bom, mesmo correndo risco de engano. Confesso: joguei o original no google translator . Não fiz correções. Muita preguiça, mais que habitual, me acomete a cada dia por aqui... Se pudesse, mudar-me-ia imediatamente, mas... Aí vai. Mateo, XXV, 30 El primer puente de Constitución y a mis pies Fragor de trenes que tejían laberintos de hierro. Humo y silbatos escalaban la noche, Que de golpe ...

Poesia

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Morreu uma filha de um homem. Ambos são conhecidos.  Morte não se celebra, nem se critica, muito menos se politiza. Deixando de lado polêmicas e ignorâncias, resolvi fazer uma postagem com este poema do homem que perdeu a filha. Ao ler o título saberão o nome de ambos. Apesar de não mais gostar, como antes, do homem e muito menos da filha (os motivos não são de interesse público porque opinião é coisa de foro íntimo, por princípio), reconheço o talento do homem e de sua poesia. Fica a homenagem, com a chuva de sentidos ensopando a mente de quem for capaz de “ler”. Uživati !   Drão O amor da gente é como um grão Uma semente de ilusão Tem que morrer pra germinar Plantar nalgum lugar, ressuscitar no chão Nossa semeadura Quem poderá fazer aquele amor morrer? Nossa caminhadura Dura caminhada Pela estrada escura Drão Não pense na separação Não despedace o coração O verdadeiro amor é vão Estende-se infinito, imenso monolito Nossa arquitetura Quem poderá fazer a...

Rapidinha

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Um menino corre sobre a neve. Tem-se a impressão de que foge de alguém. Mas não há ninguém. Uma árvore arde em chamas. O menino continua correndo. Corta. Um homem idoso numa cama recebe choques para tentar reanimá-lo. E massagem cardíaca. Várias tentativas e coração do idoso volta a bater. Corta. O menino chega perto da árvore em chamas e cai de joelhos. Cobre o rosto com as mãos. Corta. O médico diz que o idoso tem que tomar os remédios em vez de esconder as pílulas no travesseiro. Esta é a sequência inicial de um filme intitulado Ecos do passado (título original Kalavryta 1943 , 2021, direção de Nicholas Dimitropoulos ). Foi o último trabalho de Max von Sydow , que pouco fala, mas rouba a cena nos poucos minutos em que aparece na tela. Prova viva de que talento não é medido por quantidade seguidores nas redes sociais. Ele é herdeiro de uma arte que teve Gloria Swanson mulher que atuava com os olhos – coisa que “atores” de hoje não fazem ideia doque seja. O filme baseia-se em fato...

Idade

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Apesar de não gostar do (suposto) auto do texto que segue, compartilho – depois de receber de uma queridíssima amiga portuguesa, a Ana Aurora. Os parênteses se justificam pois não tenho a pachorra e/ou paciência de gastar tempo verificando a veracidade da autoria. De mais a mais, em tempos de IA – já há quem diga que isso é impossibilidade pois a tal IA não existe como tal – não é mais possível afirmar NADA com SEGURANÇA... Entã, fica simplesmente o compartilhamento... “EU TENHO VOCÊ (Reflexões do oncologista brasileiro Drauzio Varela) 1. A terceira idade da vida começa oficialmente aos 60 anos e espera-se que termine aos 80. 2. A quarta idade, ou velhice, começa aos 80 anos e termina aos 90. 3. A longevidade começa aos 90 anos e termina após a morte. 4. O principal problema de uma pessoa idosa é a solidão. Frequentemente, os cônjuges não envelhecem juntos, alguém sempre vai primeiro. Um viúvo ou viúva se torna um fardo para sua família. Por isso, é tão importante não perder ...

Morte

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Dizem que Santo Agostinho é o autor do poema que segue. Não sei dizer. Não sou capaz de comprovar. Em todo caso, a força e a beleza das palavras são suficientes para valer a postagem. Este texto foi usado numa cena delicadíssima de uma novela cujo nome não me recordo, estrelada por Antônio Fagundes. Foi sua interpretação – disponível na “rede” – que me tocou hoje pela manhã, quando rebei mensagem da querida e saudosa Suzana (tenho que visitá-la da próxima vez que a Belo Horizonte for...). A ideia é fazer pensar, com força, beleza e fé. Uživati ! (Que desfrutem, em Croata). “A morte não é nada. Eu somente passei para o outro lado do Caminho. Eu sou eu, vocês são vocês. O que eu era para vocês, eu continuarei sendo. Me deem o nome que vocês sempre me deram, falem comigo como vocês sempre fizeram. Vocês continuam vivendo no mundo das criaturas, eu estou vivendo no mundo do Criador. Não utilizem um tom solene ou triste, continuem a rir daquilo que nos fazi...

Tentar... sempre(?)

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Fazendo limpeza no computador, encontrei este texto. Infelizmente, não consegui localizar a fonte (Ai, como detesto esta expressão, sobretudo na atualidade – outra expressão execrável...!). Ainda assim, joguei no google e encontrei este sítio ( https://armazemdetexto.blogspot.com/2020/09/cronica-quero-voltar-confiar-arnaldo.html ) deve haver outros). Serve este como forma de dizer que não estou a cometer plágio... “ Quero voltar a confiar !   Fui criado com princípios morais comuns:   q uando eu era pequeno, mães, pais, professores, avós, tios, vizinhos, eram autoridades dignas de respeito e consideração. Quanto mais próximos ou mais velhos, mais afeto. I nimaginável responder de forma mal-educada aos mais velhos, professores ou autoridades… Confiávamos nos adultos porque todos eram pais, mães ou familiares das crianças da nossa rua, do bairro, ou da cidade… Tínhamos medo apenas do escuro, dos sapos, dos filmes de terror… Hoje me deu uma tristeza infinita por tudo aquilo...