Calundu
O calundu de ontem foi forte. Tanto que uma diarreia bacteriana se instalou. Assunto nem um pouco poético? É fato, mas faz parte do dia a dia de qualquer indivíduo sobre a face do planeta. Não há como glamourizar. Não se está absolutamente livre desta possibilidade. Não há poesia que consiga apagar esse traço da existência. E, no entanto, a chatice ou a vergonha ou, ainda, a presunção, fazem com que a imaginação se assanhe e consiga criar uma cortina de fumaça ilusória e obsedante... As palavras estão aí para isso mesmo: dizer o que tem que ser dito. De um jeito ou de outro. Por acaso, no meio do ócio criativo de mais um dia bobo, o domingo, vejo a cena de um dos episódios da série The crown , em que a primeira-ministra Margareth Tatcher declama um poema de Charles Mackay, “ No enemies ”: You have no enemies You have no enemies, you say? Alas! my friend, the boast is poor; He who has mingled in the fray Of duty, that the brave endure, Must have made foes! If you have none, ...