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Mostrando postagens de fevereiro, 2020

Música

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Não se trata de um poema tout court , ao pé da letra. Seu autor foi Harold Arlen que, junto com Ira Gershwin , compuseram a música para a primeira versão de um filme inesquecível: A star is born . Ao escrever isso, por óbvio, vem à mente a imagem de sua mais preciosa, genial, contundente, emocionante, inigualável, impecável intérprete: Judy Garland. Os comentários são, oura vez, por óbvio, dispensáveis. Procurei na internete por interpretações desse número e encontrei pencas: Ella, Sarah, Frank, Natalie, and so on . Nenhuma delas, indiscutivelmente, nenhuma delas consegue superar a original. A beleza, a contundência e a consequência – no filme é esta música que dá o mote para a narrativa do romance entre a personagem vivida pela própria Judy e pelo impecável ator James Mason. Vale a pena conferir – da interpretação preenchem cada lacuna semântica da letra que se faz completa na economia da narrativa fílmica. Não sou cinéfilo ou cineasta. Não me arvoro a nomear a mim mesmo um crít...

Sua voz é tão emocional que até Simon começou a chorar!

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Protesto

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Estou vendendo cartazes (em três tamanhos: pequeno. médio, grande. Duh!!!) com dos dizeres "ISSO É ARTE" e "ISSO É UM PROTESTO", para o carnaval em Belo horizonte. Já que não se pode usar fantasia alguma uma vez que a chatice estúpida do tal de politicamente correto conseguiu se impor sobre todas as outras asneiras de um bando de energúmenos que se dizem "atentos aos respeito". Dessa forma, com os meus cartazes, você sai completamente NU e pronto. NINGUÉM vai poder dizer nada. É seu direito... ô gente jeca meu Deus!

De antologias

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Ele são dezessete. Nomes, os mais variados: Gabriel, Anjinho Barroco, Ana Maria, Elsa, Joaquina, Xamalu, Joel, etc. Muitos e variados nomes. Nomes e apelidos que se enfileiram numa média de 4,3 textos atribuídos a cada um deles, entre prosa e verso. Treze deles têm cinco textos, dois têm dois e um apenas um. O que importa, ao fim e ao cabo, é o desejo desses 16 sujeitos poéticos que se reuniram em comunidade e apresentam volume alvissareiro intitulado Fénix ardente , A antologia apresenta a produção literária de um grupo de pessoas que compõem o Grupo de poesia – Gente viva, de Vila Franca de Xira, em Portugal. Bom. Vamos lá. Gosto de palavras. Gosto de procurar no dicionário as acepções de palavras. Não vou deixar esse gosto de lado. Antologia: substantivo feminino. No âmbito da Botânica, significa estudo das flores, coleção de flores escolhidas; florilégio. Aqui, seu significado mais preciso é: coleção de textos em prosa e/ou em verso, geralmente de autores consagrados, organ...

Revolta

Sou servidor público! Minha estabilidade foi gerada pela natureza do trabalho que desenvolvo, sempre seguindo os critérios da legalidade e os princípios éticos. Não devo ficar à mercê de quem estiver no poder. Não posso ter o cargo ameaçado porque atuei de forma contrária aos interesses de grupos empresariais ou de partidos políticos. Pago 14% de contribuição previdenciária sobre o total do que ganho e não apenas sobre um teto. Contribuição essa, importante destacar, que nunca se acaba, pois sou um contribuinte previdenciário *VITALÍCIO*!!! Portanto, minha aposentadoria sou eu mesmo que pago, não se trata de nenhum “peso” extra para os cofres públicos. Não tenho e nunca tive FGTS. O meu patrão, a União (Estado ou Município) tem, portanto, *esse refresco tributário de 8% sobre o total de sua folha de pagamento*. Não sonego impostos. O imposto de renda já vem retido na fonte! Não invento despesas. Todos os anos faço minha declaração de renda, ao contrário de muitos empresários que burla...

Dois poemas

Ando tentando compor outro livro de poemas. Hoje "resolvi" estes dois: Entre a nuvem e o poema é interposta a palavra do poeta que, silente, pensa na resposta à dúvida que algures alguém se faz. Pensar a escrita de um poema como quem pensa na existência da nuvem é brincar de nada e dançar ao som da lira que a musa silente toca, enquanto observa o poeta, em dúvida. E duvidar, um dia, pode levar ao escrever que faz do poeta aquele que pensa, e duvida, entre sonoridades alheias que acompanham o olhar cândido e suspicaz de quem tudo vê. ****************************************************************  O conhecimento da noite se insinua pela sombra, pressupõe o sol, prova inconteste da existência de si. Ciclo natural. Ondas térmicas que envolvem a alma inquieta que se deleita, só, no manto claro do satélite, reflexo convexo da luz. Ir e vir que não fatiga, inspira a constatação célere de que não vale a p...

José, de novo

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Não sei por que, fui me lembrar de um dia perdido no tempo, em que, terminando de fazer uma conferência, Gerson, o amigo que coordenava a sessão, disse que eu acabara de operar um milagre. Coloquei, lado a lado, dois homens que não “se bicavam”. José Saramago e António Lobo Antunes. Na verdade, a lembrança não era essa. Já não me recordo do que me lembrei. No intuito de ter uma desculpa para escrever alguma coisa e não deixar esta segunda-feira passar em branco, resolvi dizer que me lembrei da passagem acima descrita. De fato, a situação ocorreu, de verdade, numa data que já se perdeu no turbilhão e minha preguiçosa memória. No entanto, a desculpa não funciona da mesma forma e me faz assinalar aqui a notícia triste que acabo de ler, agora, no iniciar da noite: a morte de George Steiner, crítico literário, cuja obra conheço um tanto. Escrevia numa linguagem que me deliciava e sempre me pareceu alguém extremamente preparado para dizer a que veio. Sua sinceridade era alguma coisa de ...