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Mostrando postagens de agosto, 2021

Atrasado

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Hoje, um mês e sete depois de meu aniversário, o feicibuqui fez a gentileza de me avisar da postagem que o queridíssimo amigo David Fernandes ( https://www.facebook.com/715937871/posts/10158609817827872/?d=n ), de Vila Franca de Xira, fez para mim, como mimo pela data natalícia. Fiquei tocado. resolvi compartilhar. “Parabéns!” já aqui soa, pois nem Camões nem Pessoa se esquece de ‘Zé Luís, que, por milagre, é petiz, hoje, e todo o ano, com festa boa e sem dano, quando ocorre em calendário a data de bom fadário, efeméride sem igual. Mas, feriado nacional – que pena! – não é ‘inda não. Fica pobre a nação,  por não ser decretado, pelo País ou p’lo Estado! Parabenizemos, pois, um bilião ou dois, de portugas e brasileiros – sejamos nós os primeiros  a saudar a José Luiz: tenha tudo quanto quis, amor, saúde, alegria, glória, risos e folia. É o seu Aniversário! Pode ter, de modo vário, desejos de tipo ardente: ser Papa ou Presidente e ter direito a cortejo… é esse o nosso desejo: sej...

Sotaque

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Mais de uma semana sem escrever nada aqui. Para não deixar a preguiça paralisar de vez a minha escrita, volto hoje. Marco de Matteo, amigo paulistano, colocou em sua página do  feicibuqui  uma postagem de  Vania Maria Souza Cunha  ( Historeando 23 de agosto às 19:07).  Eu reproduzo aqui. Gostei. Compartilho, por interessante! Espero que seja do agrado de quem chegar a ler esta postagem.   “Por que você fala assim? O ‘R’ caipira do interior de SP, MT, MG, PR e SC deve-se aos indígenas que aqui moravam não conseguiam falar o ‘R’ dos portugueses, não havia o som dessa letra em muitos dos mais de 1200 idiomas da região. Então na tentativa de se pronunciar o R, acabou-se criando essa jabuticaba brasileira, que não existe em Portugal. A isso também se deve o fato de muitas pessoas até hoje em dia trocarem L por R, como em farta (falta) e frecha (flecha). Com a chegada de italianos à SP o sotaque do paulistano incorporou o R vibrante atrás dos ...

InBrasCI - MG / NM Assessoria Cultural / Nilze Monteiro - Machado de Assis

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Coisas e coisas

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Não sei quem é o autor desse texto. Não tenho a paciência que meu sobrinho e meu amigo Paulo Meyer têm de ficar fuçando a internete atrás de fontes e comprovações farejando  fake news  em cada vírgula. Logo. Segue o texto, sem aspas mesmo. Isto não é desrespeito ao autor do texto. É preguiça mesmo. Que coisa!   Coisas da Língua Portuguesa A palavra “coisa” é um bombril do idioma: “tem mil e uma utilidades”. É aquele tipo de termo muleta ao qual a gente recorre sempre que nos faltam palavras para exprimir uma ideia. Gramaticalmente, “coisa” pode ser substantivo, adjetivo, advérbio. Também pode ser verbo. O Houaiss registra a forma “coisificar”. No Nordeste, há “coisar”: Ô, seu “coisinha”, você já “coisou” aquela coisa que eu mandei você “coisar”?  Na Paraíba e em Pernambuco, “coisa” também é cigarro de maconha. Em Olinda, o bloco carnavalesco  Segura a Coisa  tem um baseado como símbolo em seu estandarte. Alceu Valença canta: Segura a “coisa” com muito cuida...

Discurso

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Dizem que o autor do texto que segue abaixo é de autoria do General da Reserva, Gramoza (Exército do Brasil). Não sei dizer. Não fui procurar, nem no Google que é quase automático. Compartilho aqui, o texto, porque ele me fez pensar. Sim, eu ainda penso, apesar de todos os pesares, sobretudo de minha proverbial síndrome macunaímica. É preciso esclarecer, apesar do elevado índice de inteligência letrada da população brasileira, que, ao compartilhar o texto, não subscrevo automaticamente suas ideias. Em igual medida, ao fazê-lo, não estou a concordar  dubio procul  com suas ideias. Faço-o, repito, porque o texto me fez pensar e... penso (!) que esta é uma prática saudável à qual convido os que leem isso, sabendo, de antemão, que praticamente a totalidade de meus leitores já o faz. Mas sou um chato... “Liberdade para quê? Liberdade para quem? Liberdade para roubar, matar, corromper, mentir, enganar, traficar e viciar? Liberdade para ladrões, assassinos, corruptos e corruptores, p...

Alexandre de Moraes, vem cá, precisamos conversar

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Sobre teorias da conspiração

Li, outro dia, um artigo enviado por jornalista amigo de Portugal. O artigo, publicado na imprensa francesa, chamou minha atenção pela clareza, simplicidade e, por conta disso mesmo, da eficácia de sua argumentação. Resolvi treinar um pouco o meu Francês e, com ajuda de um dicionário e do Google Translator, apresento o texto em Português. Parece-me bem oportuno.   A histeria anti conspiração também afeta os campos científico e acadêmico ,   por Wayan, 12 de julho de 2021, Le Saker francófono   A atual histeria da mídia sobre as “teorias da conspiração” está infectando os campos científicos e as humanidades em particular. Ao ler certos artigos sobre Psicologia, percebe-se que os próprios psicólogos caem no famoso “viés de confirmação cognitiva” que são tão rápidos em detectar em seus pacientes, em geral, e em “teóricos da conspiração”, em particular. Quando você vê o cisco olho do seu vizinho... Para mostrar a vocês este fenômeno, vamos analisar um texto publicado pela ass...

InBrasCI - MG / NM Assessoria Cultural / Nilze Monteiro - Henriqueta Lisboa

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Impressões

Reli, com indescritível prazer   Incidente em Antares . A releitura me trouxe à lembrança uma cena hilária. Numa roda de chimarrão, recém-chegado em Santa Maria-RS, tendo lido um pouco antes todo o ciclo de   O tempo e o vento   (que ainda vou reler!), comentei que uma das primeiras viagens que desejava fazer pelo Rio Grande do Sul era visitar Santa Fé. Todos os olhos se voltaram para mim. Constrangimento e mal; estar. Depois, uma gargalhada generalizada. E eu com cara de bobo. Uma colega, professora de Linguística (Daria tudo para me lembrar do nome dela agora!), entre uma gargalhada e outra, disse que eu não conseguiria. Eu ainda perguntei por quê. Alguém disse que Santa Fé só existe no romance do Erico Verissimo. Se eu fosse a Cruz Alta e a Júlio de Castilhos poderia ter uma ideia do cenário que serviu de inspiração para o autor. Que falta de graça a minha. Depois, numa roda de professores de Literatura, a mesma história eu contei. As mesmas risadas, desta feita, inclu...

Língua

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Língua Portuguesa falada no Brasil. Língua Brasileira. Variante da Língua Portuguesa. Qualquer que seja o nome que se dê, a realidade é uma só: uma língua única, como as demais. Admirável. O texto não é meu, mas gostei, então, partilho! A beleza da nossa língua! Há dois tipos de palavras: as proparoxítonas e o resto.  As proparoxítonas são o ápice da cadeia alimentar do léxico.  Estão para as outras palavras assim como os mamíferos para os artrópodes.  As palavras mais pernósticas são sempre proparoxítonas, das mais lânguidas às mais lúgubres, das anônimas às célebres.  Se o idioma fosse um espetáculo, permaneceriam longe do público, fingindo que fogem dos fotógrafos e se achando o máximo. Para pronunciá-las, há que ter ânimo, falar com ímpeto – e, despóticas, ainda exigem acento na sílaba tônica!  Sob qualquer ângulo, a proparoxítona tem mais crédito.  É inequívoca a diferença entre o arruaceiro e o vândalo.  O inclinado e o íngreme.  O irregular...