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Mostrando postagens de março, 2023

Filhos...

No penúltimo dia de março, bem longe de ser como “as águas de março, fechando o verão”, faço mais uma postagem. Depois de outro dos muitos “intervalos” na minha sequência de postagens. Elas já estão mais que devidamente justificadas, ainda que disso não precisem. Para nada! Então... Li o texto que segue na página de Facebook de uma amiga, ex-aluna, do Rio Grande do Sul, a Rosa Lilia Torres Delabary. Reproduzo  ipsis litteris  o dito cujo. Sem tirar nem por. E sem comentários, pois contundente é sua mensagem e irrecorrível, o meu acordo, apesar de não ser pai e, para além disso, ser muito grato por não sê-lo! Ah... is me esquecendo, o texto é irônico, viu! (É sempre bom esclarecer...!)   “Como criar um filho(a) inútil Mário Corso ( mariofcorso@gmail.com )   Para criar um filho inútil, você terá que ser muito útil. É preciso seguir corretamente alguns passos. Parece fácil, mas requer dedicação, ninguém nasce inútil, torna-se inútil. Começaremos com o espírito que perpa...

Impressões

Como descrever o que há por detrás das palavras e suas entonações durante um diálogo? Há que notar que neste caso particular, o diálogo se trava entre um príncipe e um primeiro-ministro, do mesmo país. Há uma dúvida no ar. O príncipe quer saber do primeiro-ministro o que ele pensa sobre o resultado da recente pesquisa sobre a monarquia. O primeiro-ministro diz que se trata de uma mera pesquisa, apenas. O príncipe rebate, argumentando que é perigoso não levar a pesquisa a sério. O primeiro-ministro encerra a discussão dizendo que igualmente perigoso é deixar-se guiar pela mesma pesquisa. A situação está, aqui, resumida, para efeito de análise e comentário. Na aparente simples troca de palavras que, por sua vez, dá expressão a uma aparente simples troca de impressões acerca de um evento banal, a pesquisa de opinião, existe um universo inusitado, imensurável e abissalmente complexo de possibilidades. Os movimentos labiais, as movimentações de sobrancelhas e os gestos manuais são contribut...

Do diário

Na semana passada fiz uma enquete no meu blogue. Apenas três pessoas responderam. Coloquei dois poemas, sem identificação de autoria e perguntei qual dos dois agradava mais a quem lesse e por quê. As justificativas, por óbvio, vou manter em sigilo. as identidades de quem comentou também, mas a resposta dos três, como foi unânime, não escondo: o segundo poema, chamado “B” na postagem, foi o que agradou mais. Era um poema da Bruna Lombardi. O outro, “A” na postagem, era de minha autoria. Depois de ler e reler os comentários e de trocar ideias com, pelo menos, dois dos que leram e responderam, fiquei pensando num monte de coisas. Entre estas coisas, ocorreu-me pensar que minha poesia não agrada. Deixei este pensamento de lado depressinha. Não se pode deduzir tal coisa com apenas três opiniões, ainda que unânimes, num universo de três informantes. Para quem é escravo de estatística, isso quer dizer alguma coisa. Para mim, diz que a opinião alheia é subjetiva, como a minha, e não pode ser t...

Enquete

Resolvi fazer uma provocação. Uma espécie de pulo no escuro para os que me leem. Abaixo seguem dois poemas “A” e “B”. Não vou dizer quem são os autores. São apenas três perguntinhas: Qual dos dois mais agrada você? O que, num, é mais bonito que noutro? Qual dos dois é o “melhor”? Adoraria ver as respostas chegando, mas... *********************************************************** “A”   Já não verei a parede manchada pelas contínuas investidas da chuva (torrencial ou não), e o cartaz vermelho com os preços do combustível que alimenta os carros a soltar fumaça espalhar fulgem ajudar a manchar as paredes acompanhando a chuva (torrencial ou não).   Já não verei a velhinha atravessa a rua devagar sobraçando sacola de mercado,  com o necessário para o dia  (que a carestia é muita!). Nem verei o menino que vende balas para levar comida pra casa (o atraso da revolução é grande).   Já não verei a menina que cora com o olhar desejoso do frentista, nem a careta da beata d...

Livro

Penso em escrever um livro de memórias de uma outra pessoa. Uma personagem, obviamente, inventada. Seu nome, até que eu mude de ideia é Temístocles Praggi. Tem uma história peculiar e deixou de herança, para um amigo muito próximo, a missão de publicar suas memórias com alguns cuidados. Não vou revelar-los aqui e agora, claro! Mas ando pensando muito nisso. vai ser um livrão. Vai aparecer, em algum momento do livro, uma mensagem que recebi de uma editora, dando explicações do porquê não aceitaram meu livro para publicar e acrescentando "dicas" do que fazer para queque livro seja aceito por qualquer editora e tenha sucesso. Na hora que li a mensagem, fiquei dividido entre a raiva mais incontrolável e o acesso de riso que acabou por vencer. Quase engasguei de rir com a capacidade de intromissão e a empáfia de determinar oq ue vai ser necessário para o sucesso do meu livro. Quanta pretensão. Se eu escrever mesmo o livro, quem o ler vai saber do que estou falando. O trecho que se...