Brincadeira
Recentemente, vi um vídeo em que Vinícius de Moraes declama um poema seu (Ausência). Fiquei impactado. Gosto de ver/escutar poetas declamando seus próprios poemas. Já vi Drummond, Manuel Bandeira e agora Vinícius de Moraes. O poema causou-me tal impressão que resolvi fazer uma brincadeira: apropriei-me de alguns versos/fragmentos de versos e compus outro poema tentando ecoar o que li/escutei do original. Pretendo abrir meu novo livro de poesia (apocrifói) com o resultado desta brincadeira. Gostaria de saber sua impressão! Exercício Se tomo como minhas, palavras alheias, não deixo de poetar. Como se fosse possível a originalidade em absoluto. Então, prossigo Não vou deixar “que morra em mim” o desejo de amar aqueles olhos doces por impossível presentear, em agrado, a não ser pela mágoa causada, essa sim, pela exaustão que os olhos alheios enxergam naquele que escreve em solidão. Ainda assim, sentir sua presença “é qualquer coisa como a luz e a vida”: percepção...