Experiência
Depois de trinta e seis postagens, em série, com algumas interrupções, encerrei a publicação do material a compor seis dos oito ou nove capítulos de um livro que estou tentando escrever. Trata-se de uma segunda experiência estética. Pela segunda vez, procuro utilizar o princípio motor da poética aldravista – a metonímia – para construir uma narrativa de ficção. Claro que está que tal texto não há de se parecer com um romance, em sua conceituação mais comum, tradicional, para não dizer clássica. Geralmente, ainda que de forma não linear, os romances acabam por contar histórias. Mesmo aqueles em que nada parece acontecer – há alguns exemplos muito instigantes e bons da Literatura Portuguesa, no conjunto de obras de João Tordo, ou mesmo de Valter Hugo Mãe. No Brasil, algo em torno de certa parte da obra do Caio Fernando Abreu, ou do João Gilberto Noll e até mesmo do Bernardo de Carvalho – sonhei um dia em escrever um ensaio interpretativo do conjunto de suas narrativas longas. A pre...