Postagens

Mostrando postagens de maio, 2022

Tradução

Uma amiga muito querida, irmã de outra amiga tão querida quanto, vive nos Estados Unidos e, de quando em vez, manda umas mensagens mais que interessantes e hilárias. Desta feita, mandou-me uma série de conselhos. ambos estamos no clube dos “enta”. Fiz uma tradução livre dos “conselhos” (bem livre, em alguns casos!) e, em seguida, deixo original, para quem quiser criticar minhas habilidades tradutórias. De um jeito ou de outro, o intuito é a diversão, as risadas.    Doze conselhos para idosos Fale consigo mesmo. Há momentos em que você precisa de conselhos de especialistas. “Na moda”, são as roupas que ainda servem. Você não precisa de gerenciamento de raiva. Você precisa que as pessoas parem de te irritar. Suas habilidades pessoais estão muito bem. É a sua tolerância para idiotas que precisa ser trabalhada. A maior mentira que você diz para si mesmo é: “Não preciso escrever isso. Eu vou me lembrar disso.” “Na hora” é quando você chega lá. Mesmo fita adesiva não pode calar um e...

Outro capítulo

Otacílio Piffio é o nome do livro que tenho tentado escrever. Já tenho dois capítulos que considero  “ armados ” , um outro que há de se colocar em algum do livro  “ a ser ” . Tentei experimentar, com este livro, uma brincadeira que, parece, não deu certo. Publiquei os dois capítulos, um de cada vez. Propus a quem os lesse que tentassem escrever alguma coisa como uma espécie de interferência na história que os ditos capítulos suscitassem na imaginação de quem os lia. Apenas duas pessoas responderam ativamente à proposta. Disso poderia concluir que tenho apenas dois leitores. O que não corresponde à verdade. Sei disso, por conta de alguns comentários e das  “ sinalizações ”  que o  “ sistema ”  me envia quando alguém  “ arte ”  o que escrevi e publiquei no blogue. Sim, com  “ e ”  no final. Escrevo em Língua Portuguesa e me dou o direito de aportuguesar o termo originário da língua do tipo Sam de que gosto muito pouco. É isso. Ainda sem s...

Decálogo da eleição limpa

Imagem

Marte é aqui

Imagem

Inusitado

A maré de preguiça e falta de graça, somada à de vontade, tem feito buracos enormes em minhas publicações. Não me importo. Leio tanta bobagem. Escuto tanta asneira. Vejo tanta coisa horrorosa e sem graça que nem sei. Agorinha, repassando algumas coisas no facebook – coisa de ente à toa – deparei-me com uma publicação de um amigo querido, o Joel, lá do Pará (ainda volto a Belém!). Há uma imagem na postagem dele que não vai aqui reproduzida. O inusitado da informação despertou um lampejo de ânimo para fazer esta publicação... Por que na Ásia o nome de vários países termina em “-istão”? Porque nas línguas mais faladas nessa região do mundo, como o hindi, o persa e o quirguiz, “-istão” quer dizer “lugar de morada” de um determinado povo ou etnia. De acordo com esse princípio, Cazaquistão, por exemplo, significa “território dos cazaques”; Quirguistão, “território dos quirguizes”; Afeganistão, “território dos afegãos” e assim por diante. É algo equivalente a adicionar os sufixos “-lândia” ...

Russos

Cheguei ao fim da terceira leitura de  Guerra e paz , de Tolstói. Que livro chato. E quem me lê não vai sequer vislumbrar a mais pálida ideia do prazer que sinto quando digo isso: que livro chato. Como não tenho que pedir benção a ninguém (aposentei-me como titular de Literatura Portuguesa e Comparada, portanto, no topo da carreira), não tenho nenhum pudor em dizer e repetir: que livro chato! O mesmo eu já tinha dito, alhures, sobre outro romance:  À la recherche du temps perdu . Outra chatice. Imensa. Abissal, ainda assim, chatice. Com isso, não quero dizer que Tolstói e Proust sejam maus escritores ou que seus livros não prestam. Por óbvio que não! Aí sim, eu seria estúpido e desinformado. No entanto, reconhecer o lugar ocupado de um escritor numa série literária, não me obriga a gostar dele. Além disso, não me obriga também a subscrever o que dele se diz por aí, há anos... Longe disso. Quando dava aulas, sobretudo quando falei de  Os lusíadas  e  Grande sertã...