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Mostrando postagens de janeiro, 2023

Releitura

  Acabei de reler pela terceira ou quarta vez, já perdi a conta, um romance monumental:   Os Maias , do Eça de Queiroz. Ou será Queirós? Queiróz? Talvez Queirós? Vai saber. Já estou definitivamente afastado dessas firulas ditas acadêmicas. Isso não tem a menor importância aqui. O que vale mesmo é o “peso” do livro, inclusive, em sentido literal. Longe de mim dizer que o tal “peso” denota desarranjo, dissabor, desprazer ou dificuldade. Longe mesmo! O romance é mesmo monumental e seu peso é de glória, de realização, de importância. É o que vale. Eça, neste romance, dá uma lição de ritmo narrativo. Ouso dizer que mais prazer me causou o tal ritmo em Raquel de Queiroz e em José Lins do Rego. Mas vá lá, no Eça, tem-se outro exemplo cabal de maestria no domínio desta peculiaridade narrativa. O primeiro capítulo (se não me engano um dos mais curtos do romance, se não o mais curto), corre ligeiro e coloca, de imediato, em cena, a estrela principal: Carlos da Maia. A seu lado, um pouco...

Leia até o fim antes de...

O Brasil é um país interessantíssimo. Sua História política é algo que se repete a cada quatro anos – tempo de mandato da presidência da república. Com alguma sorte, depois do famigerado FHC, a reeleição pode manter na cadeira, o mesmo presidente. Teoricamente isso dar-lhe-ia a oportunidade “glorioso” de fazer cumprir o seu “plano de governo”, quando, é óbvio, há um! No andar tradicional da procissão, a mesma ladainha se repete a cada quatro anos. Tudo o que o governo que é substituído fez não presta. Todos os defeitos e problemas nacionais assumidos pelo novo eleito é pura e absolutamente responsabilidade do governo anterior. Com raríssimas e honrosíssimas exceções, cada quatro anos faz-se tabula rasa de tido. É como se o país, a nação, o Estado, fosse ter um início original, um novo “gênesis”... Este ano mão foi diferente. Há, porém, uma particularidade. O que assumiu volta depois de seis anos de espera, de matutagem, de enredo, de “preparação. No meio do caminho, houve um ensaio, pa...

Dúvida

Li o texto que segue depois de receber a ligação para chegar em:  https://www.brasilnamidia.com.br/2023/01/indigenas-em-estado-de-desnutricao-em.html . Um amigo querido enviou-me a ligação. Sinceramente, não sei o que pensar. Dá a impressão de que, de fato, aquilo que se conhecia como credibilidade, associado à honestidade é coisa que não existe mais. desde o dia 8 próximo passado, não consigo acreditar em quase mais nada. Mesmo “vendo”...   “Indígenas em estado de desnutrição em Roraima são venezuelanos e fruto do comunismo de Maduro PorBRASIL NA MÍDIA-janeiro 22, 2023 Por Oswaldo Eustaquio  Imagens de indígenas do povo Yanomami em território brasileiro, análogas ao holodomor ucraniano- maior crise humanitária de fome da história- chocaram o mundo nesta semana. A vergonha de apresentar aborígenes em situação periclitante foi ignorado pelo governo do PT comandado por lula e revelado como um troféu para acusar o ex-presidente Jair Messias Bolsonaro de genocídio. O núcleo d...

QI

Ontem ou anteontem,uma amiga enviou-me mensagem pelo Whatsapp com o texto que segue. Gostei tanto que resolvi partilhar. É bom quando a gente se depara com um texto inteligente, bem escrito e que leva a gente a pensar de maneira sensata e respaldada no bom senso. Espero que quem o ler goste.  Para não dizerem que sou plagiador, cito a fonte que busquei na “rede”:  https://www.facebook.com/david.glat “Via Carlos Ebert O QI médio da população mundial, que sempre aumentou desde o pós-guerra até ao final dos anos 90, diminuiu nos últimos vinte anos. É a inversão do efeito Flynn. Parece que o nível de inteligência, medido pelos testes, diminui nos países mais desenvolvidos. Pode haver muitas causas para este fenómeno. Um deles pode ser o empobrecimento da linguagem. Na verdade, vários estudos mostram a diminuição do conhecimento lexical e o empobrecimento da linguagem: não é apenas a redução do vocabulário utilizado, mas também as subtilezas linguísticas que permitem elaborar ...

27 Minutos

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Retomada

Esta é a primeira postagem de 2023. Como faço todos os anos, troco a aparência do blogue. Penso que já fiz isso no meio do ano, uma ou duas vezes. Não me lembro. Este ano vou tentar fazê-lo. De qualquer maneira, continuo, entre trancos e barrancos, escrevendo aqui desde 6 de outubro de 2009, quando fiz, oficialmente, minha primeira postagem. Este ano, completo 14 anos de postagens, não ininterruptas, mas persistentes. Hoje, então, a primeira do (novo) ano. É uma parábola. Recebi-a do querido Luiz Fernando, amigo-irmão que a vida fez com tivéssemos os caminhos cruzados num feriado de 12 de outubro de 1987. Muito tempo. Mandou-me hoje e abro as atividades “bloguísticas” com a parábola que ele enviou. É ler, gostar (ou não) e pensar (quem sabe?). Desconheço a autoria.   O 4º REI MAGO Há uma lenda de que nos ensina o que Deus espera de nós. Dizem que houve um quarto Rei Mago, que também viu a estrela brilhar em Belém e decidiu segui-la. Como presente, pensou em oferecer ao Menino um ba...