Adaptação

Traduzi o poema abaixo de uma língua estrangeira. Adaptei seu conteúdo, com menos explicitude, para não correr riscos. É preciso enxergar, para além de ver...

 

“É proibido    mostrar imagens

                pendurar a bandeira do Brasil em qualquer fachada.

utilizar fatos históricos em documentários.

falar que ele defende a legalização do aborto.

afirmar que ele é a favor da liberação das drogas.

asseverar que ele pactua coma validade das invasões

de terras.

confirmar que ele quer a volta de censura.

divulgar a sua amizade com ditadores latino-

americanos.

dizer que há ligação sua com as farc’s.

propalar que ele foi condenado.

insinuar que ele é ladrão.

deduzir que ele se favoreceu de manobras ‘superiores’.

rir do fato de que ele tem amigos ‘superiores’ que o

 protegem.

relacioná-lo à morte daquele outro.

ligá-lo àquele ‘cabo eleitoral’ detido.

associar sua pessoa ao pê com dois cês.

comentar sobre o ‘lobo solitário’ internado.

fazer menção ao atentado de seu colega.

admirar-se de sua desenvoltura no ‘complexo’.

rir do fato de um hacker fez o que quis e nada

 aconteceu com ele.

admirar-se com o fato de que o “sigilo” a tudo

 encobre.

‘lamentar’ a perda (provocada) de todos os dados da

 invasão.

sugerir a interferência de um dos supremos na 

famigerada auditoria.

comentar sobre a vulnerabilidade de certas máquinas.

duvidar da segurança dessas mesmas máquinas.

denunciar as concretas fraudes eleitorais.

indagar sobre a parcialidades dos dois ‘tês’, um com ‘f’ 

outro com ‘e’, ambos 

com ‘s’ pelo meio...

afirmar que existe (de novo) censura no país.

gritar que existe perseguição a certos grupos.

denunciar o flagrante e sucessivo desrespeito à lei maior.

noticiar a ilegalidade certos inquéritos...

constatar e se assustar com a exceção que volta, com força.

 

É proibido, ‘mas eu canto’, apropriando-me de outro poeta...

Talvez, um dia,

quem sabe,

tudo volte a ser possível.” 

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