Parabolucha
Para quem sabe ler, um pingo é letra...
Então é assim. A avaliação do tutor tem regras muito rígidas e a competição é grande. Porque grande é a corrida pelo poder. Quem mais aparece, mais é lembrado e o sucesso depende disso. São cem elementos sob responsabilidade de cada um dos dois tutores. Ambos têm a mesma formação e a mesma qualificação. Ao contrário, segundo as regras do jogo, não estariam na posição em que se encontram hoje. Muito bem. O primeiro grupo a ser avaliado é dos que constituíram as turmas de cada tutor no ano anterior. Logo aí começam as diferenças (que deveriam contar, mas...). No primeiro grupo, 65 e no segundo, 32. Uma diferença grande. Os testes foram aplicados e o resultado até que não foi tão desastroso assim. A comissão divulgou sua avaliação argumentando que o primeiro tutor é melhor que o segundo porque obteve índice maior de aproveitamento. Houve celeuma. Alguém argumentou que a comissão não considerou a faixa etárias dos componentes de cada grupo. Outro chegou e defender que o sexo de cada um dos componentes de cada grupo interferiu. No resultado final. Houve quem apontasse o fato de os testes terem sido aplicados em horários diferentes – grupo um, pela manhã e grupo dois, à tarde – o que também poderia ter interferido no resultado. Por fim, houve certo consenso quanto ao fato de a comissão não ter considerado o fato de que o teste era composto de rês etapas. Cada uma delas classificatória e cada uma delas constituindo critério de avaliação para a classificação final. Ou seja, para cada critério haveria um “resultado” relativo que, ao final das contas, poderia levar a um resultado diverso, caso isso fosse considerado e avaliação final pela comissão tivesse mesmo interesse em apontar o “melhor”, respeitados TODOS os critérios em suas nuances. É sempre assim. Fica mais fácil condenar, a partir de resultados “absolutos” que premiar, a partir do geral. Doa a quem doer.


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