Dia bobo...
Domingo, na minha humilde opinião – opinião de um chato – é o dia mais bobo da semana. Não sei dizer o porquê disso. É apenas uma intuição, sensação, cima. Dia bobo. Punto i basta. assim, da bobice do dia nasceu a vontade de partilhar algo que pode parecer bobagem, mas... há controvérsias. Não sei quem é o autor desta “pérola” (?). Mas entre as tantas opções que a “rede” oferece, vai uma para quem gosta de “checagem” de fontes:
Todas as
tardes, dez amigos se encontravam no Bar do Leôncio, no centro da pacata cidade
de Santa Aurora, para beber, conversar e esquecer um pouco as preocupações da
vida.
A conta era
sempre a mesma: R$ 100,00 por rodada de cerveja.
Mas eles
nunca dividiam essa conta igualmente, pois sabiam que suas realidades eram
muito diferentes — e então decidiram contribuir de forma proporcional ao que
cada um podia pagar:
Os quatro
mais pobres não pagavam nada.
O quinto, que
fazia bicos, pagava R$ 1,00.
O sexto, com
um trabalho irregular, dava R$ 3,00.
O sétimo, que
tinha um salário fixo, contribuía com R$ 7,00.
O oitavo,
funcionário público, pagava R$ 12,00.
O nono, dono
de um pequeno negócio, desembolsava R$ 18,00.
E o décimo, o
mais rico — um investidor de sucesso — bancava o restante: R$ 59,00.
Todos achavam
justo. Todos brindavam juntos. Todos se beneficiavam da cerveja.
Era como funcionam os impostos progressivos no
Brasil e em muitos países:
Quem tem
mais, contribui mais.
Um dia, o
Leôncio, dono do bar, apareceu com uma novidade:
— Meus
amigos, vocês têm sido clientes fiéis. Hoje, vou dar um desconto: a rodada vai
sair por R$ 80,00!
Foi só
alegria. Mais risadas, mais brindes, e até um “viva ao Leôncio!”
Mas aí surgiu
uma dúvida:
Como dividir
esse desconto de R$ 20,00 de forma justa?
Se os R$
20,00 fossem divididos igualmente entre os dez, os quatro que nunca pagaram
passariam a “receber” dinheiro só por estarem ali — o que parecia estranho.
Então Artur
Dourado, o mais rico, propôs:
— E se a
gente repartir o desconto na mesma proporção de antes? Cada um ganha um alívio
conforme já contribuía. Assim, ninguém perde.
Todos
concordaram.
E o novo
valor ficou assim:
O 5º passou
de R$ 1,00 para R$ 0,00.
O 6º de R$
3,00 para R$ 2,00.
O 7º de R$
7,00 para R$ 5,00.
O 8º de R$
12,00 para R$ 9,00.
O 9º de R$
18,00 para R$ 14,00.
O 10º (o mais
rico) de R$ 59,00 para R$ 50,00.
Todos pagaram
menos.
Ninguém saiu
no prejuízo.
Todos
economizaram.
Mas aí
começaram as reclamações...
“Peraí… por
ser mais rico economizou R$ 9,00 e eu só R$ 1,00?”
— “Isso não é
justo!”— “Os ricos sempre se dão melhor!”
— “Ele tá
ganhando mais que a gente com esse desconto!”
Tomados pela
indignação, os nove amigos se revoltaram contra o amigo mais rico.
Chamaram-no
de aproveitador. Disseram que o sistema favorecia os ricos.
Reclamaram
tanto… que no dia seguinte, ele não
apareceu mais.
E foi só
nesse momento que entenderam:
❌ Sem ele, os outros não conseguiam
juntar nem metade da conta.
❌ Sem ele, o sistema não se sustentava.
❌ Sem ele… não havia mais cerveja para
ninguém.
Essa história mostra, de forma simples, como
funcionam os impostos progressivos:
Quem ganha
mais, paga mais.
Mas se você
pune quem sustenta a estrutura, o sistema inteiro desmorona.
Moral da
história:
“O socialismo
fracassa… quando acaba o dinheiro dos outros.”
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