Projeto


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Comecei hoje, agora à tardinha a concretizar um projeto que me veio assim, do nada, de repente, à cabeça. Dei o nome de “poesia molecular”. Uma imagem aleatória e um verso, que pode ser uma oração ou um simples sintagma nominal, ou um ver, ou... Não há intenção direcionada. Não há indução. A primeira postagem foi um sucesso, para mim. As reações, hilárias, a meu ver, fizeram o efeito que eu não esperava. Porque eu, de fato, não tinha nenhum objetivo secundário, a não ser postar a imagem com o verso e esperar a reação. Não é corrente. Não é jogo. É m projeto. Não é esta a palavra que se usa quando, pretensiosamente, alguém pensa que está fazendo algo absolutamente diferente. Sim, diferente. E só. Porque original é impossível. Faz tempo que é impossível dar expressão à originalidade, de qualquer espécie, em qualquer campo, com quaisquer instrumentos...
Eu queria escrever sobre a história do homem que foi ao hospital com dores nos rins. Lá tiraram um de seus rins para uma biópsia. Passados quatro meses, nenhuma notícia sobre o rim extirpado. Insatisfeita, a esposa do homem foi ao hospital e lá informaram que nenhum exame ainda tinha sido feito. Ainda. Pode, uma coisa dessas?! Também pensei em escrever sobre as idiotices que sou obrigado a escutar/ler ditas/escritas por gente que não conheço e, até, por gente que conheço... O que a gente não faz para manter o equilíbrio mental e certa dose de tranquilidade. “Queria”, eu disse. Resolvi não escrever. Não vou gastar minha paciência com esse tipo de bobagem. O projeto, se Deus quiser, vai adiante. No Instagram e no WhatsApp. Não vou colocar no Facebook porque esse aplicativo se tornou terra de ninguém. O povo “lá de cima” pensa que “pode” tudo... mas não pode. Este é outro tópico que não vai merecer meu precioso empo de pensamento. Vamos ver...

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